sexta-feira, junho 26, 2020
quinta-feira, maio 04, 2017
JEFTÉ E RAABE A MERETRIZ - PORVENTURA ESTRANHOS NO NINHO DOS SANTOS?

JEFTE E RAABE – PORVENTURA ESTRANHOS NO NINHO DOS SANTOS?
"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele." 1º Coríntios 1: 27 – 29.
Quando leio o capítulo 11 da carta aos Hebreus, e verifico o desfile de santos homens e mulheres de Deus, os quais pela fé alcançaram verdadeiras proezas, e também ao analisar a história de vida de cada um deles, chego a conclusão que eram pessoas muito especiais.
Entre outros, lembro-me agora de Abraão o pai da fé, Sara, Moisés, o homem mais manso da face da terra, Abel o justo, Enoque, aquele que andou e agradara a Deus, José, Isaque, Jacó, Sansão, Davi um homem segundo o coração de Deus, Samuel, enfim, gente que recebera o testemunho do Eterno.
Todos eles juntos, fazem parte da famosa galeria dos HERÓIS DA FÉ registrada em Hebreus 11, porém, lá no meio salta-me aos olhos dois personagens, os quais à primeira vista, suscitam em minha mente a seguinte pergunta:
Porque dois estranhos no ninho dos santos? Quem são eles?
JEFTÉ e RAABE, sendo que a última, o escritor aos Hebreus faz questão de referendá-la como “A MERETRIZ”.
Quem foi esse JEFTÉ?
Segundo o Livro de Juízes 11: 1-5, Jefté (Quem Deus liberta), era um homem valoroso, porém com alguns problemas que, no mínimo, para os padrões da época não o recomendavam muito bem, a saber:
Filho de uma prostituta,
Expulso de casa pelos irmãos,
Deserdado da herança paterna,
Fugitivo e,
Formador de quadrilha, afinal juntou-se a homens levianos e com eles andava.
O que teria transformado um homem como esse em Juiz de Israel, com a excepcional honra e tomar assento e ser citado na Galeria dos Heróis da fé?
Apenas quatro versículos nos falam dessa brilhante história, Juízes 11: 9-11, onde estão registradas três coisas muito importantes acerca de Jefté: Confiou no Senhor, fez promessas perante o Senhor e no versículo 32, tributa ao Senhor a sua vitória.
Por conta disso, sabemos que julgou a Israel pelo período de seis anos, e depois desfila junto a outros santos do Senhor, na Galeria dos Heróis da fé.
Quem foi essa RAABE?
Nada mas se registrou no Livro de Josué 2:1, a respeito de Raabe, a não ser que era uma prostituta, no entanto, suas ações demonstram três qualidades, sem as quais, dificilmente teria praticado atitude demonstrada:
Corajosa,
Bom coração e uma
Mulher de fé!
Como vemos, Raabe era uma prostituta. Ela não tinha a mesma educação, nem o mesmo conhecimento de Deus como tinha Sara, porém ela fez escolhas e tomou decisões que agradaram o coração de Deus, o que fez com ela tivesse o mesmo valor diante do Senhor. Raabe tomou a decisão correta porque já havia ouvido falar do Deus de Israel, que fazia milagres em favor do seu povo. Por esse motivo seu coração já estava preparado de tal maneira, que passou a amar a Deus e o povo de Israel. Por esse motivo decidiu ajudar aqueles dois espias israelitas, provando assim que tinha fé no Deus Todo poderoso.
"Farei menção de Raabe e de babilônia àqueles que me conhecem: eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali." Salmos 87: 4.
Na genealogia e Jesus:
"E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé;" Mateus 1 5.
A carta aos Hebreus:
"Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias." Hebreus 11 31.
O Apóstolo Tiago:
"E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?" Tiago 2: 25.
Enfim, Deus é soberano, sabe o que faz e só Ele conhece e sonda os corações. Só ele é conhecedor dos seus próprios decretos e propósitos.
JEFTÉ e RAABE tiveram suas vidas transformadas pela fé no Senhor e pela confiança no seu poder.
Talvez você possa se sentir a pior pessoa da face da terra e quem sabe o mais indigno entre os homens, no entanto, acredite no Senhor, pois Ele tem poder para mudar a sua história.
Ana, mãe do profeta Samuel, sabia tanto o que era isso que em seu famoso cântico exclamou sobre o Deus todo poderoso:
"Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo." I Samuel 2: 8.
TENHA FÉ!
Soli Deo Glória!
Vosso conservo nEle,
Pr. Carlos Roberto Silva
sábado, abril 29, 2017
Jesus e Seus Interlocutores
Ricardo Gondim
Vez por outra algumas palavras viram xingamentos. Elas ganham a boca do povo e servem direitinho para demonizar o outro: subversivo, terrorista, fascista, comunista, veado, ianque. Ultimamente ficou fácil, fácil, chamar as pessoas de vagabundas. Eu próprio já vesti a carapuça.
Não me protejo. Não me importo. Desprezo qualquer pedrada verbal. Dou de ombros para quem esbraveja adjetivos iracundos.
O mundo deve aos vagabundos. Charles Chaplin encarnou lá atrás, no tempo do cinema mudo, um doce e maravilhoso desocupado. Diante de máquinas de datilografia, nos ateliês, nas coxias de teatro, quanta beleza nasceu do ócio. Não fosse a vagabundagem de poetas, músicos, saltimbancos, repentistas, bardos, atores, nos condenaríamos a marchar com passo de ganso, como nos exércitos. Graças aos desocupados, a vida não fica tão cinzenta.
Pretendo ser um seguidor de Jesus. A rigor ele cabe no estigma de vagabundo. Jesus não tinha casa fixa, vivia de doações, rodeou-se de mulheres (algumas suspeitas) e tinha, entre os apóstolos, zelotes (os terroristas da época).
Andarilho, Jesus, viu-se mal afamado por gente “de bem” – que procurava ofendê-lo, tratando-o como glutão e beberrão. Não admira, seu movimento foi subterrâneo e marginal. Jesus de Nazaré frequentou favelas, tratou com leprosos, ouviu mendigos (jantou na casa de ricos também). Pouco ortodoxo, desafiou o clero quando ainda tinha 12 anos de idade. Foi também um vândalo – sua reação tempestiva ao virar as mesas dos cambistas no templo pode ter sido a gota d’água para ser crucificado.
Décadas depois, seus discípulos foram acusados de delirar (Paulo), de serem loucos e provocarem escândalos (crentes de Corinto). A história mostra que mesmo depois da constantinização e cooptação da fé, o legado de Jesus inspirou grupos de resistência. Jesus nunca deixou de inspirar “vagabundos”: Francisco de Assis na Itália, Thomas Müntzer na Alemanha, John Wesley na Inglaterra, Charles Finney nos Estados Unidos, Oscar Roméro em El Salvador, a estadunidense Dorothy Stang no Brasil.
Noto um esforço esquisito de tentar “normalizar” Jesus como líder de uma religião pequeno-burguesa, conservadora, reacionária. Querem transformá-lo em um carimbador do status quo. O Jesus domesticado pela teologia, engessado pela instituição e apequenado pela ganância do lucro, não corresponde ao filho de Deus dos evangelhos.
Será que gritaram “vagabundo, vagabundo, vagabundo” enquanto ele carregava a cruz pela Via Dolorosa? Nunca saberemos. Se gritaram, não erraram de todo. O mundo deve muito ao Divino Vagabundo, o Unigênito de Deus.
Soli Deo Gloria
terça-feira, abril 25, 2017
Por Geremias do Couto
Confesso que discorrer sobre o imbróglio CGADB é desgastante, frustra o coração e machuca a alma por ver a que ponto chegamos em nossa história denominacional. Sofremos incompreensões, desrespeito, ofensas e todo tipo de ataque só por querermos ver o trem nos trilhos da transparência, com toda a lisura que se espera de um processo eleitoral entre cristãos. Gostaria até mesmo de não tocar no assunto, mas não posso, por outro lado, deixar de compartilhar informações pertinentes, ainda que isso me venha custar alguns impropérios.
O que temos por ora, então, é uma eleição anulada e a expectativa de novas eleições a serem ainda marcadas, conduzidas pelo interventor, sem a presença do presidente e do vice-presidente da Comissão Eleitoral e a retirada das 10.479 inscrições consideradas irregulares, embora saibamos que poderão ser interpostos agravos e, a meu ver, o imbróglio só será definitivamente resolvido quando transitar em julgado no STJ, a não ser que, antes disso, resolva-se pelo caminho da pacificação, o que me parece pouco provável.
CGADB: a falta de transparência
Confesso que discorrer sobre o imbróglio CGADB é desgastante, frustra o coração e machuca a alma por ver a que ponto chegamos em nossa história denominacional. Sofremos incompreensões, desrespeito, ofensas e todo tipo de ataque só por querermos ver o trem nos trilhos da transparência, com toda a lisura que se espera de um processo eleitoral entre cristãos. Gostaria até mesmo de não tocar no assunto, mas não posso, por outro lado, deixar de compartilhar informações pertinentes, ainda que isso me venha custar alguns impropérios.
É sabido de todos que as eleições estão judicializadas. Além das liminares que já estavam em vigor, retirando do Colégio Eleitoral 10.479 inscrições consideradas irregulares, afastando o presidente e o vice-presidente da Comissão Eleitoral e nomeando um interventor para administrar as eleições no dia 9 de abril, duas novas liminares tiveram curso desde então, desacreditando ainda mais o tão já esgarçado processo eleitoral cheio de vícios insanáveis.
Na primeira, deferida no próprio dia da eleição, a juíza plantonista da Comarca de Madureira suspendeu o processo e determinou nova eleição por ter a CGADB descumprido todas as demais liminares, à exceção da que liberou para concorrer a candidatura de José Wellington Junior. Na segunda, proferida dias depois pelo juiz titular da Comarca, manteve-se a decisão cautelar do plantão após ficar claro que até esta foi descumprida "in totum", com o prosseguimento do processo até as 18:00hs, sem a presença do interventor, auditores e candidatos, além do anúncio extraoficial dos supostos resultados, após 22:00hs, acompanhado do respectivo agradecimento do suposto eleito para a presidência.
Mas, voltando ao primeiro parágrafo, por que chegamos a este ponto? Não tenho dúvida em resumir num único período para depois explicitar as razões: por culpa exclusiva e unilateral da CGADB, que, de forma arbitrária, ao arrepio da lei, comete uma série de atitudes intempestivas, inapropriadas, irregulares, sem transparência, na obscuridade, que só se explicam pela aparente teimosia da presidência em querer se perpetuar no poder, agora através do próprio filho. Ou por ter trazido a disputa para o campo pessoal contra o candidato da chapa concorrente. Pelo menos é o que se depreende das diferentes falas espalhadas em grupos do WhatZapp.
Mas quais seriam essas razões?
Mas quais seriam essas razões?
1. Elas já começam antes da AGO de Brasília, em 2013, com processos abertos no Conselho de Ética e Disciplina da CGADB contra os pastores Samuel Câmara, Jônatas Câmara, Ivan Bastos e Sóstenes Apolos (in memoriam), os quais foram conduzidos, desrespeitando-se normas estatutárias e regimentais da CGADB, com o intuito claro de desligá-los do rol de associados da entidade, como ocorreu com os dois primeiros. Convém lembrar que os indícios de vícios insanáveis eram tão explícitos que Samuel Câmara e Ivan Bastos foram reintegrados ao quadro de associados por força de decisão judicial. O processo contra Jônatas Câmara só permaneceu sobre a mesa, sem que ele tenha sido desligado, muito provavelmente pelos efeitos da determinação do Juízo em relação aos dois primeiros. Já no caso do pastor Sóstenes Apolos perdeu-se o objeto por ter sido recolhido antes pelo Senhor.
2. No mesmo período, houve outro embate por ter a CGADB se negado a apresentar a conciliação bancária em relação às inscrições para participar e votar na AGO de Brasília. Havia suspeitas que poderiam muito bem ser esclarecidas, se houvesse tal disposição. Era o famoso jabuti na árvore que lá permanece até hoje ao lado do novo jabuti destas eleições que foi colocado ao lado, isto é, a falta de transparência. Mesmo com decisão judicial e multa que já ultrapassava 10 milhões de reais, ainda assim insistiu a Mesa à época em desobedecer o Juízo e não apresentar de forma alguma a conciliação bancária.
3. Neste ponto entra o acordo celebrado entre as partes, do qual todos se lembram. Mas permitam-me primeiro uma digressão: acordo implica em que não há vencedor nem vencido, mas que ambas as partes fizeram concessões para encontrar um caminho que as satisfaça, ainda que nem todos os pontos sobre a mesa sejam contemplados. Significa também que cumprido o que ficou acertado vira-se a página. Vamos, agora, aos fatos. Os pastores Samuel Câmara, Ivan Bastos e Jônatas Câmara cumpriram o que ficou acordado e desistiram de todas as ações, inclusive a que multava a CGADB já em mais de 10 milhões por não apresentar a conciliação bancária de 2013. Já a entidade só cumpriu em parte. Ela manteve a reintegração dos dois primeiros pastores, com os direitos inerentes de associados, mas não investiu de pleno direito o pastor Ivan Bastos como 10 Tesoureiro, que sequer passa perto da atual estrutura da tesouraria, deixando também de apresentar de forma transparente a conciliação bancária das inscrições atuais para votar nas eleições, que, repita-se, encontram-se judicialmente canceladas.
4. Enfim, chegamos ao que se encontra descrito no primeiro, segundo e terceiro parágrafos, com os seguintes adendos: antes da judicialização, cerca de 10 representações foram encaminhadas à Comissão Eleitoral, questionando a falta de desincompatibilização do candidato da situação, as 10.479 inscrições irregulares, bem como o não cumprimento do acordo em apresentar a conciliação bancária, com farta documentação robusta acatada pelo juízo provisoriamente prevento determinado pelo STJ como prova das arbitrariedades que se seguiram, inclusive no dia da eleição e que poderão continuar, caso haja a posse dos supostos eleitos em detrimento do que determinou a Justiça. Mas o presidente da Comissão Eleitoral, em decisão monocrática, indeferiu todas elas e alegou que não era da competência do órgão acompanhar o acordo firmado.
O que faltou em tudo isso? Transparência! Digamos, por hipótese, que todos os atos da CGADB tenham sido corretos e pautados na lisura que se espera da entidade. Por que, então, não trazer a público de forma espontânea todos os documentos comprobatórios que acabariam de vez com qualquer dúvida? Ora, não é de bom tom fazer na sombra o que pode ser feito diante da luz! Por outro lado, sem falar nas liminares que pipocaram em diversas comarcas do país, estaria o juízo provisoriamente prevento de Madureira tomando decisões em cima de dados inconsistentes? Não acredito!
Houvesse visão de Reino, o Conselho Consultivo já teria sido convocado há muito tempo para "entrar em campo" e pelas vias internas buscar a saída justa para o imbróglio. Mas até o "timing" para isso parece que já passou. O que parece prevalecer é a opinião de assessores que poderão ter os seus interesses prejudicados, caso o "status quo" não permaneça.
Resta-me então dizer: Que o Senhor tenha misericórdia de nós!
2. No mesmo período, houve outro embate por ter a CGADB se negado a apresentar a conciliação bancária em relação às inscrições para participar e votar na AGO de Brasília. Havia suspeitas que poderiam muito bem ser esclarecidas, se houvesse tal disposição. Era o famoso jabuti na árvore que lá permanece até hoje ao lado do novo jabuti destas eleições que foi colocado ao lado, isto é, a falta de transparência. Mesmo com decisão judicial e multa que já ultrapassava 10 milhões de reais, ainda assim insistiu a Mesa à época em desobedecer o Juízo e não apresentar de forma alguma a conciliação bancária.
3. Neste ponto entra o acordo celebrado entre as partes, do qual todos se lembram. Mas permitam-me primeiro uma digressão: acordo implica em que não há vencedor nem vencido, mas que ambas as partes fizeram concessões para encontrar um caminho que as satisfaça, ainda que nem todos os pontos sobre a mesa sejam contemplados. Significa também que cumprido o que ficou acertado vira-se a página. Vamos, agora, aos fatos. Os pastores Samuel Câmara, Ivan Bastos e Jônatas Câmara cumpriram o que ficou acordado e desistiram de todas as ações, inclusive a que multava a CGADB já em mais de 10 milhões por não apresentar a conciliação bancária de 2013. Já a entidade só cumpriu em parte. Ela manteve a reintegração dos dois primeiros pastores, com os direitos inerentes de associados, mas não investiu de pleno direito o pastor Ivan Bastos como 10 Tesoureiro, que sequer passa perto da atual estrutura da tesouraria, deixando também de apresentar de forma transparente a conciliação bancária das inscrições atuais para votar nas eleições, que, repita-se, encontram-se judicialmente canceladas.
4. Enfim, chegamos ao que se encontra descrito no primeiro, segundo e terceiro parágrafos, com os seguintes adendos: antes da judicialização, cerca de 10 representações foram encaminhadas à Comissão Eleitoral, questionando a falta de desincompatibilização do candidato da situação, as 10.479 inscrições irregulares, bem como o não cumprimento do acordo em apresentar a conciliação bancária, com farta documentação robusta acatada pelo juízo provisoriamente prevento determinado pelo STJ como prova das arbitrariedades que se seguiram, inclusive no dia da eleição e que poderão continuar, caso haja a posse dos supostos eleitos em detrimento do que determinou a Justiça. Mas o presidente da Comissão Eleitoral, em decisão monocrática, indeferiu todas elas e alegou que não era da competência do órgão acompanhar o acordo firmado.
O que faltou em tudo isso? Transparência! Digamos, por hipótese, que todos os atos da CGADB tenham sido corretos e pautados na lisura que se espera da entidade. Por que, então, não trazer a público de forma espontânea todos os documentos comprobatórios que acabariam de vez com qualquer dúvida? Ora, não é de bom tom fazer na sombra o que pode ser feito diante da luz! Por outro lado, sem falar nas liminares que pipocaram em diversas comarcas do país, estaria o juízo provisoriamente prevento de Madureira tomando decisões em cima de dados inconsistentes? Não acredito!
Houvesse visão de Reino, o Conselho Consultivo já teria sido convocado há muito tempo para "entrar em campo" e pelas vias internas buscar a saída justa para o imbróglio. Mas até o "timing" para isso parece que já passou. O que parece prevalecer é a opinião de assessores que poderão ter os seus interesses prejudicados, caso o "status quo" não permaneça.
Resta-me então dizer: Que o Senhor tenha misericórdia de nós!
terça-feira, abril 11, 2017
Por Pr Antônio
Mesquita. Analise.
CGADB: Equidade,
desdobramentos e possibilidades
A
eleição da CGADB ainda não acabou. De fato e de direito nem começou, pois
estava e permanece sob sentença judicial (sub judice).
Temos
um resultado à margem da legalidade e, portanto, da Lei, sem efeito prático ou
legal. A liminar que estabeceu o cancelamento da eleição permanece em pleno
vigor.
Quando
ela for julgada, creio que no bojo da própria ação – o seu núcleo agora é
recorrente (o fato dizia respeito à eleição do dia 9) -, entendo que não terá
em suas peças a eleição em si, que legal e juridicamente inexiste. Como se diz
no meio, ‘O que não está nos autos, não está no mundo’.
Por
outro lado, existiu deliberadas desobediências e obstruções à Justiça,
agravadas pela execução da eleição:
1) As inscrições fraudulentas foram
reinseridas e validadas;
2) O interventor nomeado pela Justiça foi impedido de acesso;
3) A eleição foi mantida, mesmo após cancelamento;
4) Os IPs reduzidos a 5, foram abertos, quase que pontualmente a 1.000! (?);
2) O interventor nomeado pela Justiça foi impedido de acesso;
3) A eleição foi mantida, mesmo após cancelamento;
4) Os IPs reduzidos a 5, foram abertos, quase que pontualmente a 1.000! (?);
O
segundo fato enumerado acima ocasionou o registro de Boletim de Ocorrência, e ciência
ao juiz competente.
Enfim
houve má fé e busca unilateral, à revelia, e peitou-se de forma notória a
Justiça, como se estivessem acima de tudo e de todos.
PROBABILIDADES
1)
A eleição deverá ser considerada nula, e outra convocada pela Justiça, com o devido
interventor;
2)
A participação de Wellington Júnior, que está sub judice, poderá ser
questionada, pois é parte diretamente interessada tanto pessoalmente quanto da
CGADB, e sua participação na questão da desobediência é óbvia;
3) Caso Wellington Júnior participe
dessa possível eleição, a ser convocada pela Justiça, teríamos o seguinte
quadro:
A) Cerca de 21 mil votos válidos, desta vez sem os 10.479 inaptos.
B) Caso todos votem (e não somente 74% como ocorreu), Wellington Júnior ganharia, pois Samuel Câmara teve 8 mil, menos da metade;
C) Mas, mantendo-se os mesmos percentuais ou a proximidade deles, chegando a cerca de 15 mil votos computados, Samuel Câmara venceria com seus 8.141, contra 7.455 de Wellington Júnior.
A) Cerca de 21 mil votos válidos, desta vez sem os 10.479 inaptos.
B) Caso todos votem (e não somente 74% como ocorreu), Wellington Júnior ganharia, pois Samuel Câmara teve 8 mil, menos da metade;
C) Mas, mantendo-se os mesmos percentuais ou a proximidade deles, chegando a cerca de 15 mil votos computados, Samuel Câmara venceria com seus 8.141, contra 7.455 de Wellington Júnior.
CANDIDATO
PATROCINADO
Nota-se
ainda que o patrocínio da CGADB à causa de Wellington Júnior, em meu ponto de
vista é ilegal, pois ele não é e nem representa a mesma. Portanto, deveria
responsabilizar-se por seus atos e não estar sob a tutela da instituição.
SECULARIZAÇÃO
Mesmo
se desconsiderarmos o candidato concorrente direto, não há como, de boa fé e
consciência limpa, sem considerar a ética e equidade cristãs, aceitar tal
postura incongruente.
Por
outro lado, embora fosse desnecessário evocar a dualidade entre o profano e o
sagrado, e mostrar-se piegas, fica evidente esse clamor.
NADA
DE FÉ, NADA DE GRAÇA…
Não
há de se dizer em cristianismo, Biblia, Fé, Oração etc, o que seria
blasfêmia, se nem ao menos nos preocupamos em postarmos acima do terrenal,
temporal, e nos revestirmos do celestial!
Não
existe Céu Infernal nem tampouco Inferno Celestial; pé em duas canoas; o tão
criticado por nós e famigerado Relativismo, e ainda a Contextualização,
apetrechos da Teologia Liberal. Temos de seguir ao menos a Teleologia!
Todo
esse interesse demonstrado nada tem que ver com a Igreja, edificação do Corpo
de Cristo, mas com coisas fisicas, humanas, temporais e poder de barganha, a
retratar o abismo que separa o Rico e o Lázaro!
OUTRA
POSSIBILIDADE
Por
fim, cito o desabafo de um colega: ‘Espera-se um advogado veementemente crédulo
no Direito, mas, cá neste país, cuja prática do ‘jeitinho’ é brasileiro, e a
corrupção legitimada no profano e no ‘sagrado’, titubear ou coxear, passa a ser
tido como ‘cautela, prudência e caldo de galinha’.
A exemplo de teólogos, que na Idade Média discutiam
a Bíblia batendo o charuto no cinzeiro, comemorar um vitória assim, com cerveja
ou com guaraná não faz a menor diferença!
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