sexta-feira, dezembro 30, 2011

Homens e Mulheres no Ministerio ...?? Pr Ciro Muito Bom....


Por que Deus prioriza o homem na família e no ministério?



Um grande amigo meu publicou um artigo “antipático”, recentemente, contrário ao ministério pastoral feminino. Ao acompanhar as discussões em seu blog e nas redes sociais, verifiquei que algumas irmãs ficaram furiosas com o seu texto. Uma delas afirmou: “As doutrinas são dos homens. Os dons vêm de Deus”. Creio que muitos irmãos (mulheres e homens) ainda não aprenderam que Deus adotou o princípio da prioridade, quando deu ao homem a incumbência de liderar a família e o ministério.

Mulheres podem pregar o Evangelho, orar pelos enfermos e desempenhar todas as tarefas de um seguidor de Jesus? Sim. Elas fazem parte da Grande Comissão? Sim. São cooperadoras de Deus? Sim. Então, por que não poderiam ser pastoras? Como sou homem, talvez a minha resposta a essa pergunta soe como machista. Por outro lado, quando mulheres defendem pontos de vista contrários ao machismo, alguns homens ficam com a impressão de que elas são feministas. Como resolver esse difícil impasse?


Homens e mulheres precisam entender que, independentemente das circunstâncias, a Bíblia sempre será a inerrante e infalível Palavra de Deus. Mulheres e homens não devem “legislar” em causa própria, e sim aceitar o que a Palavra do Senhor assevera acerca da priorização e da hierarquização estabelecidas pelo Senhor na família e no ministério.


Alguém dirá: “Deus não faz acepção de pessoas. Somos todos iguais. A Igreja não é como as forças armadas. Não existe hierarquia no meio do povo de Deus. Homens e mulheres podem ser pastores”. Quem diz que Deus não hierarquiza e prioriza deveria estudar passagens como Gênesis 1; Números 2; Atos 15.6,22; 1 Coríntios 12.28,29; 15.23; 1 Tessalonicenses 4.16,17; 5.23, etc. Observe especialmente os termos “primeiramente”, “em segundo lugar”, “em terceiro lugar”, “depois”, etc.


Em Isaías 43.7 está escrito: “a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz”. O ser humano não foi apenas criado por Deus. Ele foi criado, formado e feito para a glória do Senhor. Um edifício, antes de ser formado e feito, é criado por engenheiros e arquitetos, que fazem, antes da construção, o croquis, a planta, o projeto, etc. Formar é dar forma ao que foi previamente criado, concebido, projetado. A feitura, mencionada no texto bíblico, diz respeito ao acabamento da obra (cf. Gn 2.3).


Quem foi criado primeiro, o homem ou a mulher? Nenhum dos dois, pois ambos fizeram parte do projeto original de Deus. Na criação não houve priorização: “macho e fêmea os criou” (Gn 1.26). Quem foi formado primeiro? O homem. Segue-se que a priorização divina ocorreu na formação, e não na criação: “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva” (1 Tm 2.13). Por que o Senhor não formou primeiro a mulher e, depois, tomou uma das costelas dela para formar o homem? Porque Ele é soberano e decidiu priorizar o homem (Gn 2.7,22).


No cristianismo genuíno não há espaço para machismo e feminismo, movimentos extremados que ignoram o princípio divino da prioridade. O primeiro adota o princípio da superioridade e considera a mulher inferior ao homem, enquanto o outro, adotando o mesmo princípio, demoniza o homem. No Corpo de Cristo, há lugar para ambos os sexos, desde que reconheçam, à luz das Escrituras, a sua posição.


Reconheço que muitos homens cristãos precisam reconsiderar a sua opinião acerca das mulheres, que, ao longo dos séculos, vêm sendo discriminadas, principalmente no meio religioso. Por que muitas irmãs em Cristo não aceitam a doutrina de Deus (e não de homens) quanto à submissão ao marido? Porque muitos esposos, autoritários, se consideram superiores às suas esposas e as desprezam.


Segundo a Bíblia, a relação entre homem e mulher deve ser, antes de tudo, de respeito mútuo (1 Co 7.3-5). Deus formou Eva a partir de uma das costelas de Adão (Gn 2.18-22) para demonstrar que a mulher não deve estar nem à frente nem atrás do homem, mas ao seu lado e de frente para ele, como adjutora e ajudadora, o que não denota inferioridade. Observe que Deus, infinitamente superior ao ser humano, é o nosso Ajudador (Hb 13.5,6).


Paulo compara a submissão da mulher à sujeição de Jesus (1 Co 11.3). Deus Filho e Deus Pai fazem parte da Trindade e são iguais em poder (Mt 28.19; Jo 10.30). Todavia, Cristo, por amor, e não por imposição do Pai, submete-se voluntariamente a Ele, recebendo dEle toda a honra (Fp 2.6-11). A Palavra do Senhor também afirma: “assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5.24). E Cristo não obriga ninguém a obedecê-lo.


A Bíblia não abona o igualitarismo feminista, mas também não avaliza o machismo. O termo “vaso mais fraco” (1 Pe 3.7) não foi empregado como sinônimo de inferioridade. Ele denota que a mulher é mais frágil, mais sensível e, por isso, deve ser amada e honrada pelo marido (Ef 5.25-29). Repito: o princípio que Deus adotou foi o da prioridade, e não o da superioridade, visto que Ele não faz acepção de pessoas (At 10.34). E o princípio da prioridade também vale para o exercício do ministério.


Quem não aceita o princípio bíblico da prioridade abraçará, inevitavelmente, “doutrinas de homens”, como o igualitarismo feminista. Alguns teólogos, ao não encontrarem nas Escrituras passagens claras em defesa do ministério feminino, têm afirmado que Paulo era contrário às mulheres, em razão de sua formação farisaica. Isso não resiste a uma exegese, pois nenhum machista aconselharia os homens a amarem a sua própria mulher (Ef 5.25), tampouco teria tantas mulheres como cooperadoras (Rm 16). Ademais, esse apóstolo se declarou imitador de Cristo (1 Co 11.1).


Se Paulo era machista, o que dizer de Jesus, que escolheu doze homens para compor o ministério da igreja nascente? Ele teria se enganado? Ou o Mestre tinha algum vínculo com fariseus, saduceus ou quaisquer grupos machistas de sua época? A Bíblia diz claramente que o Senhor “chamou para si os que ele quis” (Mc 3.13). Por que Ele não quis chamar algumas mulheres para figurar entre os seus apóstolos? Por que não chamou seis casais, por exemplo?


Na escolha dos primeiros diáconos, que poderiam vir a ser presbíteros ou apóstolos, caso tivessem chamada de Deus para tal e servissem bem ao ministério (Hb 5.4; 1 Tm 3.13), os apóstolos disseram: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões” (At 6.3). No primeiro concílio, em 52 d.C., os rumos da igreja foram traçados por homens (At 15). Em Apocalipse 2 e 3, são mencionados os pastores (homens) das igrejas da Ásia.


Alguns teólogos dizem que Júnias (ou Júnia) era uma apóstola. Mas, pelo que tudo indica, ele (e não ela) era apenas um cooperador de Paulo. Mesmo que Júnias fosse uma mulher, o texto bíblico não confirma o seu apostolado, pois não era comum uma mulher ficar presa com homens: “Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo” (Rm 16.7). Distinguir-se entre os apóstolos não significa, necessariamente, exercer o apostolado. Marcos e Lucas, por exemplo, não eram apóstolos e se distinguiram, se notabilizaram, entre eles.


Nos tempos da igreja primitiva, as mulheres se ocupavam da oração (At 1.14) e do serviço assistencial (At 9.36-42; Rm 16.1,2). E algumas se notabilizaram como fiéis cooperadoras do apóstolo Paulo, como Febe, Priscila, Trifena, Trifosa, etc. (Rm 16), além de Lídia, a vendedora de púrpura (At 16.14). Não há nenhuma referência a mulheres exercendo atividades pastorais. Alguns defensores do pastorado feminino afirmam que Priscila era uma apóstola, mas, a despeito de ela ter sido citada com destaque (At 18.26), não há nenhuma referência que confirme seu apostolado.


“E as mulheres que estão no campo missionário dando a sua vida pela obra de Deus? Não podem elas exercer o pastorado?”, alguém perguntará. É claro que as regras têm as suas exceções. Mas não devemos nos valer destas para adotar condutas generalizantes, sem compromisso com as Escrituras, como o pensamento infundado de que todas as esposas ou filhos de pastores são automaticamente pastores.


Conquanto as mulheres sejam mencionadas com grande destaque nas páginas do Novo Testamento, aparecendo na linhagem e no ministério de Cristo (Mt 1.3,5,6,16; Lc 8.1-3), Deus priorizou os homens, em regra geral, no que tange ao pastorado e aos ministérios afins (Ef 4.8-11). Mas isso não significa que as mulheres não podem trabalhar para Deus.


Todos os salvos são cooperadores de Deus (1 Co 3.9). Mas precisamos aceitar a chamada soberana do Senhor para a nossa vida. Não devemos amoldar a Bíblia ao nosso modo de pensar nem às influências filosóficas prevalecentes no mundo. Por mais que nos sintamos contrariados, devemos renunciar o nosso eu (Lc 9.23), a fim de obedecermos à vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.1,2).


Amém?


Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Verdades e Verdades....pra refleti

Um Reino Dividido

Ja se passaram quase 5 meses desde a ultima AGO e nada mudou. Os lacaios do poder estao preocupados com Morris Cerullo, Silas Malafaia, Valdomiro Santiago etc... mas não tem coragem para olhar o proprio umbigo e reconhecer que a preservação do sistema não estar produzindo mudanças, muito pelo contrario, acentuou-se mais a divisao em nossa denominação. Estou publicando em meu blog o artigo de um amigo, Pr. Antonio Jose, Pastor presidente da Assembleia da Deus na Cidade dos Funcionarios, em Fortaleza, Ceara. Este homem de Deus tem demonstrado coerencia e discernimento nesse momento quando muitos têm se calado por causa da mordaça que lhes foi imposta por nomeações, cargos e empregos.

UM REINO DIVIDIDO

Após haver participado da 39ª AGO da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil em Serras-ES) e ao refletir sobre os trabalhos convencionais e as implicações que os mesmos produziram na liderança da nossa denominação e como isso afetará a vida da igreja, veio a mim a palavra do Senhor dizendo: “O REINO ESTÁ DIVIDIDO”. Logo me lembrei da resposta de Jesus aos religiosos do seu tempo: “... todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá” (Lc 11.17).
O Senhor por sua misericórdia trouxe ao meu coração algumas verdades sobre um reino dividido. Verdades essas, as quais com muita humildade quero publicá-las para reflexão dos líderes e obreiros da nossa igreja.
Entendemos pela exposição de Jesus no texto citado que, ao referir-se ao reino Ele está falando de uma nação, de uma igreja, uma instituição, uma casa ou até mesmo referindo-se a uma pessoa.
Nesta mensagem vou fazer referência as causas e as conseqüências de um reino dividido na esfera da instituição religiosa e da liderança eclesiástica. Vou demonstrar que um reino dividido será assolado (Mt 12.25) e uma casa dividida contra si mesma cairá (Lc 11.17; Mc 3.25). Vou concluir falando sobre as demandas que fluem da divisão e como estas afetam negativamente a vida das pessoas no ambiente comum da igreja de nosso Senhor Jesus Cristo.
Anotei pelo menos, vinte declarações que estão relacionadas a um reino dividido, porém devido ao espaço limitado dessa publicação exporei a maioria das declarações deixando os comentários a cargo do leitor interessado.
• Em um reino dividido os homens se esforçam para justificar suas atitudes egoístas tentando adicionar a aprovação de Deus às suas ações fraudulentas.
• Em um reino dividido a unidade é comprometida, pois o consenso oriundo do debate é impossível ou inexistente.
• Em um reino dividido a côrte trucida a ética e despreza a justiça para resguardar seus interesses e preservar o poder.
• Em um reino dividido os súditos são coagidos e perseguidos pelo rei.
• Em um reino dividido o plenário de suas assembléias se transforma em platéia e a tribuna de suas decisões em arena de gladiadores engravatados.
• Em um reino dividido transitamos nas avenidas da hipocrisia livremente, pois os sensores que limitam a ética individual não flagram o cinismo dos que correm para manter as aparências.
• Em um reino dividido os túneis por onde a verdade transita estão engarrafados pelos veículos da maledicência e da discórdia.
• Em um reino dividido não há harmonia no desempenho do serviço eclesiástico e na administração da organização.
• Um reino dividido promove o aparecimento de facções – Permita-me dizer-vos: um reino ou uma casa pode suportar e até mesmo progredir em meio à diversidade ou a pluralidade, mas, quando surgem facções a sobrevivência do reino está em perigo.
• Em um reino dividido o bem-estar coletivo sofre detrimento por falta de cooperação mútua.
• Num reino dividido imperam a instabilidade e a estagnação.
• Em um reino dividido o progresso é lento e a prosperidade é limitada pela visão da liderança.
• Em um reino dividido, projetos e planos são elaborados para serem discutidos, mas não implementados.
• Em um reino dividido lideranças levianas buscam a sombra do poder para promover-se e resguardar interesses.
• Um reino dividido transmite um senso de insegurança que afasta os conselheiros e destrói a confiança que o diálogo poderia proporcionar.
• Um reino dividido compromete a história da sua existência por não entender a realidade do seu tempo.
• Um reino dividido põe em risco a sua própria sobrevivência.
• Em um reino dividido o consenso promovido pelos conselheiros é descartado pela realeza.
• Um reino dividido promove e mantém uma guerra civil silenciosa que se evidencia nas ações dos líderes e nas reações o povo.
• Em um reino dividido as demandas que fluem do poder afetam a vida dos líderes e liderados, dos servos e dos senhores – Dos líderes por serem insensíveis quanto à realidade do reino. Dos liderados por adaptarem-se a uma realidade que gostariam de mudar. Dos servos porque querem ser senhores e dos senhores porque esquecem que são servos.
Dentre as demandas que fluem do poder, algumas são por demais injustas. Isso porque provocam um sentimento de revolta e de decepção que abalam a nossa crença quanto à seriedade dos líderes e o real propósito da instituição. Dentre estas demandas estão aquelas que podem comprometer a integridade de todos. Isso me assusta pelo fato de que, um reino dividido tem reservas suficientes de argumentos para levar líderes e liderados a locupletarem-se todos em nome da “unidade institucional” que não é leal sequer, às suas próprias leis estatutárias.
Na divisão de um reino chega a ser constrangedora a revelação da metamorfose que atinge alguns líderes. Alguns seduzidos pelo poder e movidos pela ambição do cargo, transformam-se em “cães de guarda de microfones”, outros em “leões de chácara do plenário”, prontos a empurrar e proferir impropérios contra supostos desafetos ou possíveis opositores; outros transformam-se em “seguranças”, “tietes do contraditório”, “palhaços da discórdia”, “arautos da contenda”, “embaixadores da mentira”, etc, etc. Aos que se dispõem a participar desse desonroso quadro de transformação cabe a pecha de: “metamorfose ambulante do ministério”.
Ao expor parte das entranhas de um reino dividido talvez tenha deixado o nobre leitor perplexo ou estarrecido, mas, seguramente a declaração de Jesus foi mais grave, clara e específica: “Todo reino dividido contra si mesmo será assolado” Lc 11.17. Será assolado pela injustiça, corrupção, incompetência, avareza e orgulho; Será assolado pela intolerância, contenda, infidelidade, competição, politicagem, egoísmo, enfim, será assolado. Assim diz o Senhor Jesus.
Dentre as demandas que fluem de um reino dividido a assolação é mais perigosa quanto atinge os líderes mais poderosos de uma organização, nação ou igreja. Os frutos dessa divisão, certamente são provenientes da divisão que reina no íntimo de cada indivíduo, definida por Tiago como “guerra em vossos membros” (Tg 4.1), o que debilita a nossa espiritualidade e o nosso caráter cristão.
Concluo com as palavras do apóstolo Paulo: “Acaso está Cristo dividido? Por que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (1ªCo 1.13; Rm 14.17).

Em Cristo Jesus e porque Ele vive!
Pr. Antonio José Azevedo