quarta-feira, junho 12, 2013

A Família e a Escola Dominical - Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Ne 8:1-7
“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao SENHOR, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei”( Dt 31:12)
INTRODUÇÃO
A igreja local é formada por famílias, que se reúnem para adorar a Deus. E essa adoração deve ter o respaldo e a base fundamental nas Escrituras Sagradas. Estas, por sua vez, só podem ser apreendidas, através do estudo e do ensino sistemático. O ensino cuidadoso da Palavra de Deus na Escola Dominical tem grande valia para a formação espiritual, moral e social das famílias, principalmente, quando seus componentes - pai, mãe e filhos -, são assíduos frequentadores das classes dominicais.
Nos cultos de doutrina, os obreiros podem passar para os crentes os ensinos fundamentais que fortalecem a fé e o caráter cristão. No entanto, em tais ocasiões, eles falam para um auditório heterogêneo, numa linguagem única para segmentos diversos de pessoas. A Escola Dominical, porém, com suas lições apropriadas para crianças, adolescentes, jovens e adultos, aborda assuntos da atualidade, os grandes problemas morais de nosso tempo, como aborto, eutanásia, sexo, homossexualismo desenfreado, transexualidade (mudança de sexo), etc. Tudo isso pode ser abordado e discutido na Escola Dominical, de tal forma que os alunos possam melhor posicionar-se sobre tais problemas, à luz da santa Palavra de Deus. Também, com lições que ensinam sobre seitas e heresias, a Escola Dominical presta uma contribuição excelente, para que os crentes não caiam nas armadilhas sutis dos falsos segmentos religiosos, que se apresentam travestidos de cristãos, mas, na realidade, são instrumentos do maligno para afastar as pessoas de Deus.
I. O QUE É A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
1. Definição. A Escola Bíblica Dominical é a agência de ensino da Igreja. De forma acessível a todas as faixas etárias, ela se dispõe a ensinar as Escrituras Sagradas de forma sistemática com objetivo precípuo de formar o caráter de Cristo no cristão.
Nas palavras do pastor Antonio Gilberto, “a Escola Dominical é a escola de ensino bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim os dois lados da comissão de Jesus à Igreja conforme Mateus 28:20 e Marcos 16:15. Ela não é uma parte da Igreja; é a própria Igreja ministrando ensino bíblico metódico”.
É na Escola Dominical que os alunos podem fazer perguntas ao professor (algo não permitido em um culto, por ocasião da exposição da Palavra de Deus), apresentar suas ideias, aplicar o que está sendo ensinado à sua vida e desenvolver talentos em prol do Reino de Deus.
Milhões e milhões de vidas são discipuladas nos bancos da Escola Dominical. É, sem dúvida, a maior agência de serviço voluntário em todo território nacional, quiçá do mundo.
2. Raízes Bíblicas da Escola Dominical. Embora seja uma instituição relativamente moderna, as origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos. Poderemos descortiná-la nos dias de Moisés, nos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, na época de Esdras, no ministério terreno do Senhor Jesus e na Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.

- Nos dias de Moisés. Além de promover o ensino nacional e congregacional de Israel, Moisés deu muita importância à instrução doméstica. Aos pais, exorta-os a atuarem como professores de seus filhos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-te” (Dt 6:7).
As reuniões públicas recebiam iguais incentivos: “Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual estais passando o Jordão para possuir” (Dt 31:12,13).

- Na época dos reis e sacerdotes. Vários reis de Judá, estimulados pelos profetas, restauraram o ensino da Palavra de Deus, encarregando os levitas desse mister. Eis o exemplo de Josafá: “No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail. Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando o povo” (2Cr 17:7-9).

- Na época de Esdras. Foi Esdras um dos maiores personagens da história hebreia. Ele estabeleceu em Israel o ensino sistemático e popularizado da Palavra de Deu e, de acordo com a tradição, foi ele quem estabeleceu o cânon do Antigo Testamento. Nascido em Babilônia durante o exílio, viria a destacar-se como escriba e doutor da Lei (Ed 7:6). Segundo a tradição judaica, a sinagoga foi estabelecida por Esdras durante o exílio babilônico. Como os judeus estavam longe de sua terra, distantes do Santo Templo e afastados de todos os rituais do culto levítico, Esdras, juntamente com outros escribas e eruditos, resolvem criar a sinagoga. Esta funcionava, não somente como local de culto como também servia de escola às crianças. Foi justamente no âmbito da sinagoga que a religião hebreia pôde manter-se incontaminada numa terra onde prevalecia a idolatria. A Escola Dominical, como hoje a conhecemos tem muito da antiga Sinagoga. Ambas dedicam-se ao ensino relevante e popularizado da Palavra de Deus.

- Na época de Jesus. Foi o senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, o Mestre por excelência. Afinal, Ele era e é a própria sabedoria. Nele residem todos os tesouros do conhecimento (Cl 2:3).

- Na Igreja Primitiva. Do que Lucas registrou em Atos dos Apóstolos, é fácil concluir: os discípulos seguiram rigorosamente as ordens do Senhor Jesus Cristo. Ensinaram em Jerusalém, doutrinaram em toda a Judéia, evangelizaram Samaria, percorreram as regiões vizinhas à Terra Santa. Em menos de 30 anos, o Evangelho foi proclamado e ensinado em todo império Romano (Cl 1:5,6), chegando até à sua capital, Roma (At 28:31). Se a Igreja cresceu, cresceu ensinando a Palavra de Deus a toda a criatura; se expandiu, expandiu-se evangelizando e discipulando. Sem o magistério do Evangelho, inexistiria a Igreja de Cristo.
É inaceitável existir ‘cristãos’ que não queiram conhecer a Deus profundamente. Que tipo de cristão é esse que quer manter um relacionamento com Deus sem saber como Ele é ou o que Ele quer? Aparentemente, são pessoas que não tem temor a Deus, nem respeito à Sua Palavra.
3. A Origem da Escola Dominical. Fundada na Inglaterra pelo missionário Robert Raikes, em 1780, a Escola Dominical foi uma criação que deu certo. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley, da igreja Congregacional, fundou a primeira Escola Dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855, na cidade de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. Na primeira reunião, nesta data, a frequência foi de cinco crianças, que deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Desde então, a Escola Dominical vem crescendo em todas as denominações, e onde quer que estas cheguem, a Escola Dominical é logo implantada produzindo sem demora seus excelentes resultados na vida dos alunos, na Igreja, no lar, com reflexos positivos na sociedade.
Infelizmente, não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da Escola Dominical. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: ausentando-se da Escola Dominical quem perde as bênçãos de Deus é você.
Em alguns paises onde a Escola Dominical perdeu espaço nas igrejas, a derrocada espiritual foi inevitável. Estamos vendo isto nos Estados Unidos da América.  Lá, em muitos estados, não se realiza mais a Escola Dominical. Em seu lugar, é realizado um culto dominical, quase sempre o único do primeiro dia da semana. E as consequências espirituais são bastante visíveis: há um esfriamento espiritual congelante nesse país.
Na Europa, a situação é mais complicada. A Escola Dominical foi sepultada em muitos lugares depois que o materialismo ateu, ensinado nas escolas, nos colégios e nas faculdades, influenciou gerações e mais gerações a afastar-se de Deus, e assimilando a falsa teoria da evolução. Em muitas igrejas, os adolescentes e jovens não quiseram mais ir aos cultos, por não verem mais sentido. Restaram os idosos que, ao longo dos anos, por doença ou velhice, tiveram que ficar em casa. Igrejas fecharam. Sem culto, sem reuniões, sem contribuições, o caminho foi o fechamento dos templos. Muitos foram vendidos e transformados em mesquitas, em cinemas, ou em estabelecimentos comerciais. Triste fim espiritual para um continente que foi berço de grandes avivamentos cristãos!
Mas a derrocada espiritual desses países, chamados de Primeiro Mundo, começou, quando os pais não tiveram mais coragem e firmeza para ensinarem a Palavra de Deus em seus lares; quando as igrejas evangélicas capitularam e se deram por vencidas pelo materialismo diabólico; quando os filhos deixaram de ir para as reuniões, para os cultos, para a Escola Dominical. A Bíblia diz: “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22:6).
II. FINALIDADES DA ESCOLA DOMINICAL
1. Auxiliar no ensino das Escrituras. Quando conhecemos as Escrituras, elas nos levam a abandonar o pecado em nossas vidas e a praticar a justiça. Sabemos quem realmente é Deus, e o que Ele espera de nós, e o que Ele pode fazer por nós. Sentimos prazer em seguir seus mandamentos, confiamos na sua suficiência; somos mais submissos aos atos providenciais dEle. Entendemos que precisamos de Cristo, confiamos nEle e nos desperta um grande desejo pelo seu retorno. Conhecendo melhor as Escrituras, sabemos a real utilidade das boas obras e qual o seu lugar na vida do cristão. Aprendemos obediência. Aprendemos que não devemos nos apegar às coisas do mundo. Sabemos contra o que e contra quem devemos lutar. Enfim, o estudo da Palavra de Deus nos dá alegria, ensina-nos a amar e nos ensina que a fonte destes elementos espirituais está em Deus. A Escola Dominical é inegavelmente a maior agência de ensino cristão do mundo.
2. Auxiliar na evangelização. A evangelização é o objetivo supremo da Igreja de Jesus Cristo. A história relata que a Escola Dominical foi criada com a finalidade de resgatar crianças da rua através da evangelização e do ensino secular para melhor compreender a Palavra de Deus. De certa forma, esta finalidade evangelística tem sido deixada de lado. É por demais desejável que a igreja resgate esse finalidade importante da Escola Dominical. Para envolver todas as classes, principalmente as de adolescentes, jovens e adultos, deve-se usar da criatividade. “O ensino bíblico sistemático, finalidade relevante, nas classes por faixas etárias, deve continuar, pois é de grande significado para a formação dos cristãos, mas algumas providências devem ser tomadas para que a Escola Dominical cumpra seu papel evangelizador” (Pr. Elinaldo Renovato).
3.  Auxiliar no discipulado. Sem dúvida, a Escola Dominical é a melhor escola que a igreja dispõe para auxiliar no discipulado dos novos convertidos e, também, crentes que ainda não adquiriram maturidade espiritual. Acrescento sem receio, que, para este mister, a EBD desempenha um importante e insubstituível papel. Em cada classe, havendo professores bem preparados, os alunos podem ser formados para serem bons discípulos de Jesus, e não apenas membros ou congregados das congregações e igrejas. Jesus mandou fazer discípulos, ensinando todas as coisas que Ele havia mandado. Portanto, que haja classes de discipulado para as crianças, adolescentes, jovens e adultos. Mas, acima de tudo, não nos esqueçamos de que, como discípulos de Cristo, nossa vida é um permanente discipulado - “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3:18).
III. A ESCOLA DOMINICAL FORTALECE A FAMILIA
1.  As crianças são bem instruídas. Dizem os estudiosos que a personalidade humana começa na infância, e que é definida até aos sete anos de idade. O que ela aprender e apreender, até esta fase, comprometerá todo o seu desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo, social etc. Daí, podemos ver como é importante o papel da Escola Dominical na formação da personalidade das crianças. Certamente, é o que a palavra de Deus adverte: “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”(Pv 22:6).
2. A juventude é prevenida contra o pecado. Diz a Bíblia: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti” (Sl 119:9-11). Como o adolescente ou o jovem pode ter um caminho puro diante de Deus, em meio a uma onda avassaladora de materialismo e pecado? O texto transcrito dá a orientação divina: “Observando-o conforme a tua palavra”.
Estou de acordo com o pr. Elinaldo Renovato, ao dizer que hoje, em muitas igrejas, é comum haver adolescentes completamente alheios às coisas de Deus; há muitos que não têm qualquer compromisso com o Senhor Jesus Cristo; estão nas igrejas porque acham que é bom, mas não querem fazer nada que “atrapalhe” seus sentimentos, seus desejos, ou suas inclinações, mesmo que estas contrariem a Palavra do Senhor. Isso é trágico, pois, se os adolescentes de hoje não tiverem uma boa formação espiritual, como o serão, em poucos anos, quando alcançarem a fase adulta? E esta vem rápido. Daí, a importância de as igrejas locais terem um programa de ensino para essas faixas etárias.
A Escola Dominical está bem mais estruturada para esse mister. Todavia, o professor precisa possuir criatividade suficiente para despertar nos adolescentes e jovens interesse pela aprendizagem da Palavra de Deus no âmbito da Escola Dominical. Eles gostam de desafio. E precisam ser desafiados a buscar a Deus, a ler e estudar a Bíblia, numa programação que os atraia para os caminhos do Senhor. É necessário muita criatividade por parte do professor. Gincanas bíblicas, competições interessantes, maratonas de conhecimento bíblico, e outros eventos, podem despertar o interesse dos adolescentes. Com sabedoria e graça de Deus, é possível tornar a ministração das Escrituras aos adolescentes e aos jovens agradável e interessante.
3. Os adultos frutificam. Os adultos são fortalecidos em sua vida, podendo contribuir para a formação dos mais jovens: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e ele deleita-se no seu caminho” (Sl 37:23). Há adultos que não tem consciência da vida cristã por ter uma formação espiritual deficiente, ou por só ter aceitado a Cristo na idade adulta. A Escola Dominical precisa ajudar a lapidar o caráter dessas pessoas, estimulando-os à leitura e ao estudo da Bíblia Sagrada, e à prática da vida cristã em seu dia a dia (João 5:39). Assim, os adultos tornam-se aptos a dar muitos frutos na obra do Senhor (João 15:1-16).
CONCLUSÃO
No mundo, há um número inimaginável de escolas. Todavia, nenhuma instituição escolar tem um efeito tão benéfico sobre a família como a Escola Bíblica Dominical. Portanto, as igrejas evangélicas precisam valorizar ainda mais essa, que é, certamente, a maior escola de formação do caráter e de vidas transformadas.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço - Prof. EBD - Assembléia de Deus - Ministério Bela Vista.

domingo, junho 09, 2013


A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico - Pr. Altair Germano

O CULTO DOMÉSTICO
É de fundamental importância, o conhecimento da origem, do desenvolvimento, e do verdadeiro sentido do culto prestado a Deus, para que no âmbito doméstico, ele torne-se um instrumento eficaz para na Sua adoração.
ASPECTOS PRÁTICOS DO CULTO DOMÉSTICO
1. Os Elementos do Culto Doméstico
a) A Palavra - “Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa…(Dt 11.19).O Pr. Elinaldo Renovato (A família cristã nos dias atuais, p. 64-65) nos diz o seguinte “…a responsabilidade pela transmissão da Palavra de Deus, em primeiro lugar, é dos pais… Algo muito sério é que os pais devem dedicar atenção especial no ensino da Palavra de Deus aos filhos. Devem convidá-los para estudar a Palavra juntamente com eles, ASSENTADOS, em sua casa… desde pequeninos, na mais tenra idade, enquanto são “plantinha”, assentar-se com eles em volta da mesa, na sala, ou em local adequado, e falhar-lhes a Palavra de Deus. Temos absoluta certeza de que fazendo assim, a maioria dos lares será salvae os pais poderão dizer que eles e sua casa servem ao Senhor(Js 24.15).
b) A Oração - A oração é elemento indispensável na adoração a Deus. Orar é falar com Deus. Através da oração pode-se louvar a Deus, interceder, pedir, confessar pecados (Mt 6.9-13).
c) A Música - A música é aquele elemento que tem um papel de impressão e expressão, ou seja, ela prepara o ambiente para a adoração, e contribui na fixação das mensagens e ensino da Palavra Deus. A música pode ser ministrada em forma de corinhos, hinos avulsos e da harpa cristã, acompanhada ou não de instrumento (violão, teclado, etc.)
COMO DINAMIZAR O CULTO DOMÉSTICO 
O culto doméstico não deve ser um ritual formal, mecanizado, e rotineiro, antes, deve ser visto como uma excelente oportunidade para que a família se reuna e desfrute de bons e alegres momentos na presença de Deus. Para que isso torne-se uma realidade, é necessário torná-lo dinâmico. Sugerimos então, algumas práticas, que podem aliar-se a sua forma tradicional. São elas:
  • O uso de ilustrações para enriquecer o ensino
  • Testemunhos · Pedidos de oração
  • Agradecimentos por bençãos recebidas
  • Estudo expositivo da Bíblia (livros, evangelhos epístolas)
  • Estudos doutrinários (criação, salvação, Deus, Jesus, Espírito Santo, etc.)
  • Debates
É aconselhável também, que haja um rodízio, na medida do possível, quanto a distribuição de oportunidades cedidas aos participantes (cantar, expor a palavra, orar, etc.).
Nos lares onde alguns ainda não servem a Jesus, deve-se tentar integrar o não crente ao culto doméstico, nunca porém, constrangendo-o ou obrigando-o, mas sempre procurando amavelmente atraí-lo. É preciso lembrar que o mal testemunho cristão dentro de casa, comprometerá de forma negativa o “culto”, fazendo com que as pessoas não se interessem em participar dele.
Salientamos ainda, que o “culto doméstico” é um importante meio de educar a família, quanto a sua participação no culto congregacional, no que diz respeito, entre outras coisas, aos princípios de ordem, decência e reverência.
Lembremos do dito popular que diz: “O costume de casa vai à praça”, neste caso, vai ao templo.
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sábado, junho 01, 2013

EBD – Lição 9: A família e a sexualidade

Revista-EBD-2-trimestre
Prof. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Deus é o Criador do sexo, visando não apenas a procriação, mas também o prazer dos cônjuges. Mas esse tem sido instrumento de banalização na sociedade contemporânea, marcada pela erotização. Na lição de hoje trataremos a respeito desse importante tema, ainda pouco compreendido, até mesmo entre os cristãos. Inicialmente apresentaremos algumas abordagens sociológicas em relação à sexualidade, em seguida, o significado bíblico da sexualidade, e por último, destacaremos os princípios cristãos para a sexualidade sadia.
1. ABORDAGENS SOCIOLÓGICAS SOBRE A SEXUALIDADEA sexualidade humana é um assunto bastante completo, além de controvertido. Isso porque envolve fatores diversos, dentre eles, o biológico, o gênero, as emoções, pensamentos, comportamentos, atitudes e valores. As abordagens sociológicas modernas e pós-modernas tendem a rechaçar a repressão à sexualidade. A teoria psicanalítica de Freud favoreceu o liberalismo sexual que testemunhamos nesses últimos anos. A percepção do sexo, para esse pensador, é uma expressão da sua animalidade. Assim sendo, sua repressão não passaria de um condicionamento social. Após o período pós-guerra, surgiu um movimento na sociedade com vistas à liberação dessa chamada “repressão sexual”. Uma manifestação concreta dessa abordagem foi a criação da revista Playboy, por Hugh Hefner. Essa atitude também resultou na coisificação da mulher, transformando-a em mero objeto de desejo. A obsessão pelo sexo, bastante comum nos dias atuais, mostra que existe algo errado em relação ao sexo. A erotização exacerbada está transformando as pessoas em sexólatras. Há inclusive uma indústria do sexo para alimentar os vícios, dentre eles a pornografia, que pode levar à prostituição. As teorias sociais mais equilibradas em relação à sexualidade reconhece que essa é tanto biológica quanto social. As pessoas nascem homem ou mulher, mas carecem também de desenvolvimento, para manifestar a sexualidade. Os aspectos psicológicos também não podem ser descartados. O desenvolvimento do desejo sexual acontece no cérebro como resposta ao estímulo social. Uma região do cérebro, denominada córtex cerebral, determina o prazer sexual. A erotização da sociedade está fazendo com que as crianças desenvolvam, cada vez mais cedo, o desejo sexual. A mídia, principalmente a televisão, explora demasiadamente o corpo feminino. Como resultado, a iniciação sexual dos jovens está acontecendo cada vez mais cedo.
2. O SIGNIFICADO BÍBLICO DA SEXUALIDADEA sociedade contemporânea desconhece, e em alguns casos, se opõe ao modelo bíblico de sexualidade. A negação da doutrina do pecado, revelada na Bíblia, (Rm. 3.23), contribui para práticas contrárias ao padrão divino. A doutrina da queda precisa ser enfatizada, ressaltando suas implicações inclusive quanto à sexualidade. Práticas homossexuais, e também heterossexuais, estão marcadas pelo pecado. O princípio bíblico da sexualidade se encontra em Gn. 1.27,28, homem e mulher foram criados a imagem de Deus, macho e fêmea. O propósito fundamental do ato sexual é a procriação. A sexualidade, por conseguinte, é parte do projeto inicial de Deus, antes mesmo do pecado. A complementação do homem e da mulher se concretiza com maior propriedade durante a relação sexual. O homem e a mulher foram criados, por Deus, para o prazer sexual. Após a queda, conforme atestamos em Gn. 3.17-19, a sexualidade perdeu o equilibro inicial. Isso tem resultado em distorções, não apenas no comportamento homossexual, reprovado na Bíblia (Rm. 1.24-27; I Co. 6.11), mas também heterossexual. Não apenas a prática homossexual é pecado, também a relação com animais (Lv. Dt. 27.21); a prostituição (I Ts. 4.3); a fornicação (I Co. 6.15), o estupro (Dt. 22.25,26), o incesto (Dt. 27.20-23); a poligamia (Lv. 18.18) e o adultério (Dt. 22.22). A palavra grega porneia, no Novo Testamento, comumente traduzida por imoralidade sexual, abrange toda essa gama de pecados sexuais. A sexualidade, de acordo com a Palavra de Deus, é digna de honra, pois “venerado seja entre todos o matrimônio, e o leito sem mácula” (Hb. 13.4). Ainda que Paulo tenha recomendado que o melhor fosse ficar solteiro, ele mesmo reconhece que nem todos têm esse dom (I Co. 7.7-8). Na verdade, ao invés do abrasamento, e de um celibato imposto, o melhor mesmo é casar (I Co. 7.9). E tem mais, marido e mulher têm obrigações sexuais a serem cumpridas (I Co. 7.2-5). A negação do ato sexual, defendido pelo catolicismo, é influência do platonismo grego. O livro bíblico de Cantares é uma expressão poética da sexualidade vivida de acordo o padrão divino (Ct. 1.2; 16; 4.1-5; 5.11-16; 7.1-8).
3. ORIENTAÇÕES CRISTÃS PARA A SEXUALIDADEExistem muitas dúvidas em relação à sexualidade no contexto cristão. Os crentes geralmente querem respostas para perguntas específicas. Mas a Bíblia não apresenta respostas para todas as perguntas, apenas alguns princípios gerais. A seguir destacamos algumas orientações para a sexualidade cristã: 1) o grau de envolvimento sexual deve ser proporcional ao grau de amor e compromisso, por isso o sexo antes do casamento não pode ser motivado; 2) limites devem ser postos, a fim de evitar desejos desenfreados, que viciam; 3) os cônjuges devem testar suas motivações pessoais para o envolvimento e atividade físicas, não apenas o prazer individual; 4) a comunicação, mais propriamente, o diálogo deve fazer parte do ato sexual, os cônjuges devem conversar a respeito; 5) ambos os cônjuges são responsáveis de, através do diálogo, determinar quais são os limites da relação; 6) nem tudo pode ser permitido, ainda que, não necessariamente seja pecado, o respeito pelo outro deve ser considerado. O princípio da mutualidade deve conduzir a relação sexual, o marido e a mulher devem buscar a satisfação do outro. Como resultado, ambos conseguirão extrair o melhor do relacionamento sexual, consoante a orientação paulina em I Co. 7.4,5. A palavra-chave grega, nesse texto, é symphomnou, isto é, em sintonia. A relação sexual entre um marido e uma mulher, como respaldada pela Bíblia, é uma harmoniosa sinfonia. Isso acontece quando a sexualidade está fundamentada em uma aliança incondicional, não em um mero contrato, ou mesmo no desejo sexual desenfreado, que é pecado. Isso também envolve graça, a aceitação das limitações do outro, inclusive na área sexual. A erotização supervalorizou o orgasmo, ele foi escolhido como manifestação da liberação sexual feminina. É natural que as mulheres o busquem, mas sem transformá-lo em uma obsessão. Os cônjuges devem tirar proveito daquilo que um pode oferecer ao outro no ato sexual, sem cobranças descabidas ou imposições. A intimidade sexual deve aumentar na medida em que também aumenta o grau de compromisso no casamento.
CONCLUSÃOO sexo foi criado para o homem e a mulher não apenas para a procriação, mas também para o prazer. Marido e mulher, diante de Deus, e em conformidade com a Bíblia, devem investir no ato sexual. Nada há de pecado na sexualidade sadia, dentro da aliança conjugal, firmada perante Deus e os homens. A proibição do sexo, mesmo dentro do casamento, enfatizada em algumas igrejas, é influência do dualismo grego. O ato sexual, se praticado dentro dos princípios bíblicos, é também uma forma de glorificar a Deus (II Tm. 3.16).
BIBLIOGRAFIA
BALSWICK, J., BALSWICK, J. The Family: a christian perspective on the contemporary home.Grand Rapids: Baker Academic, 2007.
KOSTENBERGER, A. J., JONES, D. W. Deus, casamento e família: reconstruindo o fundamento bíblico. São Paulo: Vida Nova, 2011.

sexta-feira, maio 31, 2013

Lei “anti-gay” é aprovada na Nigéria

Por Jeso Carneiro em 31/5/2013 às 10:15 · 4 Comentários
O Globo
A Câmara dos Deputados da Nigéria aprovou nesta quinta-feira [ontem, 30] uma lei que torna crime o casamento gay, “relacionamentos amorosos” entre pessoas do mesmo sexo e mesmo a adesão a grupos de direitos gays, desafiando a pressão das potências ocidentais para respeitar os direitos de gays e lésbicas.
O projeto de lei, que contém penas de até 14 anos de prisão, passou no Senado da Nigéria no final de 2011, mas o presidente Goodluck Jonathan deve aprová-lo antes que se torne lei.
Leia também:
“Destruíram a família brasileira”, critica leitor.
Juiz do PA pede demissão para não casar gays.
Padre é excomungado por defender gays.
Dois projetos de lei semelhantes foram propostos desde 2006, mas esta é a primeira vez que foi aprovado pela Assembleia Nacional.
Um porta-voz da presidência não respondeu a um pedido de comentário.
Como em grande parte da África subsaariana, o sentimento anti-gay e a perseguição a homossexuais são comuns na Nigéria, de modo que a nova legislação deve ser popular.
Sob a atual lei federal nigeriana, a sodomia é punida com prisão, mas esta lei caminha para uma repressão mais ampla sobre os homossexuais.

terça-feira, maio 28, 2013

Itaituba venceu ! Deputado Hilton Aguiar acusado julgado mais considerado inocente pelo TRE

A JUSTIÇA FOI FEITA HILTON AGUIAR JULGADO E INOCENTADO DE ACUSAÇÕES DE COMPRA DE VOTOS 


 Deputado nos braços do povo 
Ainda pouco na capital do estado o Deputado Estadual Hilton Aguiar,(PSC) foi julgado pelo TRE e considerado inocente das acusações de compra de votos ao qual ele estava sendo acusado.
O deputado Itaitubense foi absolvido por seis votos a Zero (06 X 0).  Acabando de vez com  a novela que envolvia o nome do único parlamentar que representa a cidade de Itaituba na ALEPA.

Em conversa ainda pouco por telefone com o Deputado, ele nos falou de sua alegria, e disse que a justiça foi feita, ele ainda acrescentou que estava confiante no resultado e falou  que vai continuar com o seu compromisso com a população do estado do Pará e principalmente com a população de Itaituba e região que lhes concederam o mandato de Deputado.