segunda-feira, novembro 15, 2010





sábado, 17 de abril de 2010O DIA EM QUE A MORTE ENCONTROU A VIDA
Jefferson Magno Costa



Quando lemos hoje a palavra bíblica Naim ou ouvimos alguém pronunciá-la, imediatamente a associamos ao cortejo fúnebre que conduzia para a sepultura o corpo de um rapaz, segundo a narração do evangelista Lucas.
Porém, ao ser pronunciada pelos hebreus que viveram nos dias em que Jesus viveu como homem entre os homens, a palavra Naim era imediatamente associada a uma cidade que fazia jus ao significado desse nome: bela, amável, aprazível.


O CENÁRIO ONDE A MORTE IRIA ENCONTRAR A VIDA
A cidade para onde a caravana liderada por Jesus — o Senhor da Vida — estava se dirigindo naquele dia, e em cuja porta iria encontrar a caravana liderada pela Morte, era realmente bela e de clima agradável. Estava situada em uma região circunvizinha aos bosques e às férteis planícies da Galiléia, ao pé do monte Hermom.
Ao norte, a três quilômetros e meio de seus muros ficava o monte Tabor. Dez quilômetros a sudeste localizava-se Nazaré, e a quatro quilômetros e meio ao sul estava Suném, a cidade natal da sunamita, cujo filho o profeta Eliseu ressuscitara oito séculos atrás.


CHORANDO A DOR DE VER O FILHO MORTO
Era o mês de maio, segundo ano do ministério de Jesus, trigésimo segundo de sua vida. Mesmo distante quase dois mil anos desse episódio narrado tão-somente pelo evangelista Lucas (7.11-17), dá para imaginarmos detalhes daquele quadro de desespero e dor.
Dá para ver bem próximo do caixão uma mulher de olhar aflito, andando com dificuldade, amparada por outras mulheres que seguram seus braços e apóiam seus ombros. O seu pranto comove a todos. É a mãe do rapaz.
Aquele moço era seu único apoio, aquele que a ampararia na velhice, o filho que lhe proporcionaria mais tarde a barulhenta e doce alegria dos netos. Mas a Morte, implacável e cruel, o arrebatara na flor de seus anos.
O semblante daquela mãe desconsolada e disposta até a pedir que a enterrassem junto com o filho lembra a figura de outra mãe que dentro em breve, diante de uma cruz, também sentirá essa indescritível dor que é sem consolo.
Aquela mulher sensibilizará o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, que dentro de instantes, ao se aproximar da cidade de Naim, passará a fazer parte daquela cena, e dentro daquele cenário entrará no território da Morte sem pedir licença, e ordenará que ela devolva uma de suas vítimas.


TALVEZ AQUELA MULHER JÁ TIVESSE PERCORRIDO AQUELE MESMO TRAJETO CONDUZINDO PARA A SEPULTURA O CORPO DO MARIDO
Algum tempo atrás aquela mulher provavelmente fizera aquela mesma difícil viagem até as sepulturas que haviam sido escavadas na rocha fora dos muros da cidade. Ali os habitantes de Naim sepultavam seus mortos.
Cadáveres eram considerados cerimonialmente impuros pelos hebreus. Quem os tocasse ficaria impossibilitado, durante sete dias, de adorar ao Senhor (Números 19.11,13-14). Os mortos contaminavam também o solo. Portanto, tinham de ser sepultados fora da cidade.
E tinha sido para fora da cidade que ela, tempos atrás, havia conduzido o corpo de seu marido. Talvez ao seu lado naquele dia estivesse agarrado à orla do seu vestido um meninozinho de olhar assustado, choramingando e sem entender por que aquelas pessoas estavam conduzindo daquela maneira o seu pai para longe de casa.
Aquele menino iria crescer, iria tornar-se rapaz, e certo dia, para espanto de todos e dor extrema de sua mãe, ele também morreria.
Grande parte daquela multidão estava ali para chorar com a mãe do rapaz cujo corpo estava sendo levado para a sepultura. Todos queriam ser solidários à sua imensa dor.
Quem não se sensibilizaria diante do pranto de uma mulher que além de viúva perdera o único filho? Haveria sofrimento maior que aquele?


SÓ EXISTE UM A QUEM A MORTE RESPEITA E OBEDECE: JESUS CRISTO
A humanidade sempre considerou a Morte como o ponto final de tudo. O filósofo grego Aristóteles reconheceu que ela é a última das coisas terríveis que pode acontecer a um ser humano. Fisicamente falando, a morte iguala os grandes aos pequenos, os ricos aos pobres, os que governam aos que são governados.
Ela não perdoa nem aquele sobre cuja cabeça está a coroa real, nem aquele que usa um simples chapéu de palha. Fere a todos com a lâmina afiadíssima de sua foice, conforme a cultura popular a tem imaginado nos contos folclóricos.
Mata o professor e seus alunos, aquele que é bom e aquele que é mau, os grandes e os pequenos, o inculto e o letrado, os que ocupam os púlpitos e os que se assentam para ouvi-los.
Mas existe alguém no universo a quem a Morte respeita, teme e obedece: Jesus Cristo.
Mesmo quando ela o manteve durante três dias sob suas garras geladas, nem naquele momento a morte teve o controle da situação. Jesus continuou ditando as ordens, soberano e absoluto no controle de todas as coisas, inclusive dela.
Foi o próprio Jesus quem deixou isto bem claro: “porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai” (João 10.17,18).


O DEUS DA CONSOLAÇÃO PÁRA DIANTE DE UMA MÃE DESCONSOLADA
E foi esse Jesus que parou diante daquela mulher desesperada, desconsolada, aflita. Sua dor era tão grande que ela permaneceu muda diante de Jesus. Há um provérbio popular que diz: “Mais pede quem nem sequer a pedir se atreve; e quem dá antes que lhe peçam, dá muito mais”.
Movido de íntima compaixão por aquela mulher, Jesus disse: “Não chores” (Lc 7.13). Quantas vezes ela teria ouvido essa frase naquele dia? Talvez dezenas, centenas de vezes. Mas ninguém ali presente, ninguém em toda a Palestina, ninguém nos vastos domínios do Império Romano, ninguém no mundo inteiro teria poder de avançar além daquelas duas palavras: “Não chores”. Só Jesus.
Só Ele tinha e tem o poder de transformar essas duas palavras que vêm sendo pronunciadas tantas vezes de maneira vazia diante da dor extrema dos seres humanos, em um hino de consolação, júbilo e triunfo diante da própria Morte, ao coroá-las com um gesto do seu poder, com um ato de sua onipotência!


O SENHOR DA VIDA DIANTE DA INDESEJADA DE TODOS NÓS, A MORTE
Após dizer “não chores”, Jesus tocou o esquife, o caixão onde o corpo do rapaz estava sendo conduzido. As pessoas que o carregavam pararam. Conforme o costume judaico, o caixão era certamente feito de vime trançado. Não tinha tampa.
O morto devia estar tanto com as mãos quanto com os pés unidos e amarrados. A cabeça estava enrolada por um pano que só deixava à mostra o rosto, e cujas pontas terminavam em um nó debaixo do queixo. O restante do corpo estava envolto em faixas e panos. Assim eram preparados para o sepultamento os cadáveres dos judeus de origem simples do tempo de Jesus.
Quem possuía recursos derramava substâncias aromáticas entre as faixas e panos no momento em que estivesse preparando o corpo para o sepultamento.
Ao tocar naquele caixão, Jesus tornou-se cerimonialmente contaminado, impuro, conforme as leis judaicas. Mas acima daquelas leis pairava a sua misericórdia. Ali estava alguém que é maior do que a Lei e a Morte: o Senhor da Vida!
Com sua voz onipotente de Senhor e Deus, Jesus ordenou: “Jovem, eu te digo: Levanta-te” (v. 14). Enquanto o profeta Elias, no esforço para ressuscitar o filho da viúva de Sarepta rogara como servo: “Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que torne a alma deste menino a entrar nele” (1 Reis 17.21), Jesus ordenou como Deus: “Jovem, eu te digo (o que equivale a dizer: eu te ordeno): Levanta-te”. (Veja também João 5.25,26; Romanos 4.17b).

QUANDO A VIDA CHEGA, A MORTE TEM QUE BATER EM RETIRADA
Aquela mesma voz que ressoara no início dos tempos e poderosamente criara o universo, acabara de ressoar ali diante dos ouvidos surdos de um rapaz. E como um sol resplandecente de calor e vida, aquelas palavras invadiram as trevas pesadas e frias que a Morte usara para congelar o corpo daquele moço.
Imediatamente aquele corpo, já em estado de rigidez cadavérica, estremeceu, visitado novamente pela vida! O sangue coagulado tornou-se morno e líquido, e passou a fluir outra vez pelas artérias e veias do rapaz. Seu cérebro voltou a funcionar, a raciocinar e a comandar o corpo. Seu coração recomeçou a bater e a bombear o sangue, e seus pulmões voltaram a se encher e a se esvaziar de ar.
O moço abriu os olhos, sentou-se ainda dentro do caixão, e sem entender o que estava acontecendo e por que ele e aquela multidão se encontravam ali, começou a falar, a fazer perguntas.
Imediatamente Jesus o pegou pelo braço, fê-lo descer do caixão e o entregou à sua mãe. Maravilha das maravilhas! Medo, espanto, alegria, assombro total! Nunca ninguém vira algo semelhante em toda a Palestina.
Esse milagre foi realizado diante do portão da cidade, de onde um grande número de pessoas estava saindo e uma outra grande multidão estava entrando (v. 11). Era nos portões das cidades da Palestina que as pessoas mais ilustres se reuniam para tratar de questões gerais, fazer negócios e atualizar-se com relação aos assuntos da comunidade (2 Samuel 15.2; Salmo 69.12).
Portanto, a ressurreição do filho daquela viúva teve inúmeras testemunhas oculares.
Esse acontecimento vem sendo narrado há vários séculos nos púlpitos das igrejas em muitos países.
Alguns pregadores inspiradíssimos têm visto no rapaz a figura do pecador que adormeceu nos seus delitos e pecados e está sendo levado pelos companheiros à sepultura da condenação eterna. A mãe seria a Igreja. É ela que derrama lágrimas pelo pecador; é ela que deseja ardentemente que ele ressuscite; é ela que se esforça para que ele conheça a vida verdadeira, para que ele tenha um encontro de salvação, de ressurreição com Jesus.


AS TRÊS PESSOAS RESSUSCITADAS POR JESUS E O SIGNIFICADO DESSES TRÊS MILAGRES
Outros grandes pregadores dos primeiros séculos do cristianismo têm comparado as três pessoas ressuscitadas por Jesus, conforme registram os evangelistas (a filha de Jairo, o filho da viúva da cidade de Naim, e Lázaro) aos três tipos de pecadores que existem no mundo.
1o.tipo: Jesus ressuscitou a filha de Jairo quando o corpo da menina ainda estava na casa de seus pais. Há pessoas que cometem discretamente seus pecados e ficam tranquilamente dentro de suas casas, achando que tudo está muito bem. Afinal de contas, ninguém sabe de nada. São discretíssimas. Evitam que seus pecados cheguem ao conhecimento dos outros. Até parecem santos, tal é o grau de dissimulação, de disfarce que alcançam. Mas não passam de pecadores mortos, necessitando de um encontro com Jesus.
2o. tipo: O filho da viúva de Naim foi ressuscitado quando já estava a caminho do cemitério. Há pessoas que além de cometerem seus pecados, envolvem neles seus parentes, amigos e vizinhos. Levam seu estado de pecaminosidade para dentro de casa, e de lá a má fama de suas práticas sai para a rua, para a vizinhança, para o local de trabalho. E são exatamente aquelas pessoas que os apóiam, que participam, que os acham engraçados e que até procuram tirar partido da vida pecaminosa desses mortos, desses filhos de viúvas; são os parentes, amigos e vizinhos desses mortos que os fazem chegar mais cedo na sepultura, no inferno.
3o. tipo: Lázaro representa os pecadores no seu mais baixo grau de pecaminosidade. Por estarem sepultados na multidão de pecados, já cheiram mal, e por isso já foram abandonados por todos na sepultura, em seu estado de putrefação moral e espiritual.
Jesus tem poder para ressuscitar esses três tipos de mortos, esses três tipos de pecadores. E foi o que Ele fez.
Cristo já venceu a Morte e garante também a vida eterna a todos os que o aceitarem como Salvador. A esperança de todo crente, de todos os que hoje choram ou chorarão por se verem separados dos seus entes queridos está declarada no cântico de ação de graças do profeta Isaías: “E destruirá, neste monte, a máscara do rosto com que todos os povos andam cobertos, e o véu com que todas as nações se escondem. Aniquilará a Morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse” (Isaías 25.7-8).
Esta esperança de um dia alcançarmos sobre a Morte a vitória total, absoluta, eterna – é nossa. É de todo aquele que confessa Jesus Cristo como Salvador!
Jefferson Magno Costa
LIDERANÇA

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE DO CAPETA

A teologia da prosperidade é demoníaca, diz Ronaldo Didini




Nos últimos meses, a notícia de que uma igreja assumiria o controle de mais um canal da TV brasileira causou burburinho. Trata-se da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), comandada pelo seu apóstolo Valdemiro Santiago, egresso da Igreja Universal do Reino de Deus. A denominação assumiu o controle da Rede 21. Um dos grupos neopentecostais com crescimento mais rápido no país, a IMPD iniciou as transmissões disposta a se expandir ainda mais. O slogan da nova emissora – “Vem pra cá, Brasil” – já sugere o caráter do empreendimento. O carro-chefe da programação são os cultos, cheios de imagens de exorcismo e curas, promovidos por Valdemiro. Na telinha, ele que chama as pessoas à plataforma, abraça-as e chora com elas, num ambiente que mistura comoção e alguma histeria. O investimento da IMPD em mídia é mantido em sigilo absoluto, mas comenta-se no mercado que chegaria a 4 milhões de reais mensais.

Tamanho investimento vale a pena? Para o pastor Ronaldo Didini, sim. Quando a Igreja Universal comprou a Record, há quase 20 anos, foi ele, na época pastor da denominação de Edir Macedo, quem esteve à frente das negociações. Naquela emissora, comandou o 25ª hora, programa que marcou época na radiodifusão evangélica. Dali, ele ligou-se à Igreja Internacional da Graça de Deus, comandada pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, onde colaborou na implantação da Nossa TV e da Rede Internacional de Televisão (RIT). Agora, depois de servir de interlocutor e sacramentar o negócio entre o Grupo Bandeirantes e a Mundial, ele é o gestor da Rede 21. Inteligente e bem articulado, apresenta o programa Hora Brasil, exibido diariamente entre meia-noite e 1h30. “É uma continuação do que fazia no 25ª Hora”, define.

Aos 51 anos, casado e pai de duas filhas, Didini considera a televisão um poderoso instrumento para a evangelização. Sua trajetória chama a atenção não apenas por sua especialidade em TV evangélica, mas também por sua migração denominacional. Tendo peregrinado por igrejas como Universal, Graça e agora a Mundial do Poder de Deus – fora o período em que esteve em Portugal, onde montou a dirigiu a Igreja do Caminho –, ele conhece como poucos o mundo do neopentecostalismo. “Não nego meu passado, mas amadureci”, diz o religioso. Hoje, Didini é um detrator da teologia da prosperidade, que, segundo ele, é um câncer que está consumindo a Igreja brasileira. “E muitos pastores a defendem abertamente em rede nacional. É o que existe de pior na televisão do país”, critica. O religioso recebeu a reportagem de CRISTIANISMO HOJE em sua nova casa no bairro do Morumbi, em São Paulo:



CRISTIANISMO HOJE – O senhor tornou-se uma referência para a mídia evangélica por ter comandado o 25ª Hora, exibido pela Rede Record nos anos 1990. Como foi aquela experiência?



RONALDO DIDINI – Foi uma experiência riquíssima, tanto do ponto de vista religioso como sociológico. Aquela foi a primeira vez que pastores evangélicos discutiram abertamente com a sociedade todos os problemas do nosso tempo. Quebramos barreiras, pois deixamos claro que o evangélico é um cidadão como qualquer outro. Ali, falávamos abertamente sobre qualquer assunto, sobre sexo, política, coisas então consideradas tabu em nosso meio, sem perder o compromisso com os valores da Palavra.



Como o senhor avalia a programação evangélica feita hoje no Brasil?



O que existe de melhor, a meu ver, é a combinação que a Igreja Mundial do Poder de Deus faz entre proclamação da Palavra e demonstração do poder de Deus. Também gosto de alguns programas que estudam a Bíblia nas madrugadas. Um exemplo são os programas de Silas Malafaia naquele horário, onde ele recebe pastores e gente interessante. Os peixes mais graúdos são os que estão ligados nessa hora, de madrugada. Quando alguém prega com mansidão e de maneira equilibrada nesse horário, em que a pessoa liga a TV porque precisa ouvir a Palavra, não há quem não se quebrante.



Com a entrada maciça dos evangélicos na televisão, não há uma “guerra santa” pela audiência?



Não creio. Por mais que o homem fale, quem está no controle da Igreja é o Espírito Santo. Mas podemos fazer uma leitura diferente do que acontece no Brasil. Em 1985, acabou o regime militar. As pessoas esperavam por algo novo, desejavam mudanças, inclusive na esfera espiritual, já que a presença católica era hegemônica. A abertura também trouxe esse novo momento, em que as igrejas passaram a ter liberdade para usar os meios de comunicação. Houve imaturidade, inconsistência? Sim. A sociedade e a Igreja não souberam medir isso. Por outro lado, a liberdade foi também exacerbada. Há dez anos, as crianças estavam dançando na boquinha da garrafa por causa da TV. Hoje, amadurecemos e não se vê mais isso. Acho que o mesmo aconteceu com a Igreja Evangélica em seu crescimento; agora, é preciso colocar os pés no chão e regrar isso.



Comenta-se a boca miúda que R.R.Soares paga R$ 5 milhões mensais à Bandeirantes e que Malafaia desembolsa outro tanto. Há informações de que sua igreja teria um investimento em TV estimado em 4 milhões por mês. Essas cifras são reais?



Não acredito que sejam reais, até porque, nesse caso, o mercado seria super-inflacionado e não haveria condições de se pagar tanto. O próprio mercado publicitário não teria condições de concorrer com esses valores. Vivo no meio e posso dizer que falam de números muito mais altos que os reais.



O Hora Brasil tem a mesma proposta do 25ª Hora?



O Hora Brasil funciona como se fosse um termômetro. Obviamente, do 25ª Hora para cá, a sociedade evoluiu muito. Hoje, cerca de 30% da população é evangélica. Eu chamo a sociedade para dialogar sobre assuntos religiosos, médicos, problemas sociais. Estou fazendo jornalismo e já pude observar algo interessante: uma preocupação generalizada com a preservação da família. Pessoas com as mais diferentes linhas de pensamento estão preocupados com o destino das famílias, com seus valores – ao contrário do que a mídia em geral incentiva, que é a falta de compromisso, a infidelidade conjugal, o individualismo e a libertinagem, que tanto marcam nosso tempo. Mas o Brasil não é uma Sodoma ou Gomorra. Isso é resultado do esforço feito ao longo dos anos por homens e mulheres de Deus para pregar o Evangelho, e que levou ao boom dos crentes na mídia. Os especialistas criticam esse avanço, mas ele é uma âncora de valores há muito esquecidos e desprestigiados. Infelizmente, esse avanço tem dois lados: o positivo, do qual já falei, e o negativo, que são os escândalos. Mas Jesus já disse que escândalos viriam. Temos que nos preocupar com os “ais” que os sucederão, para que não sejamos seus causadores. É preciso haver limites.



Quais são esses limites?



Fiquei assustado com o que fez o pastor Marcos Feliciano em seu programa. Ao mesmo tempo em que pregava o Evangelho, ele anunciava terrenos para as pessoas comprarem em prestações, dizendo que Deus abençoaria aquela compra. Isso ultrapassa o limite. Ao mesmo tempo em que se anuncia a salvação, vincula-se isso à venda de produtos para receber a bênção de Deus. Lógico que aquele comercial está sendo pago. Feliciano ultrapassou a barreira ética. Para mim, isso é oque existe de mais vulgar na teologia da prosperidade. A igreja precisa de fundos? Sim. Mas de onde vêm? Dos dízimos e ofertas. Apenas eles têm fundamento bíblico. Sem esse pastor perceber, creio que o próprio Deus o fez tropeçar para expor a nudez desses cruéis ensinos. A teologia da prosperidade é um câncer no segmento evangélico.



Por que o senhor critica tanto a teologia da prosperidade?



Porque ela é demoníaca. Penso que os líderes evangélicos deveriam se unir e dar um basta nesses ensinos. A teologia da prosperidade bateu no fundo do poço e já deveria haver uma conscientização de muitos líderes acerca disso. Todos que optam por esse caminho ficam satisfeitos apenas em ir bem financeiramente, não ter sofrimento de nenhum tipo. Querem ficar independentes, achando que não precisam de mais nada. Os pregadores da prosperidade não têm contato com o povo e não enxergam isso, porque são pobres, cegos, miseráveis e estão nus. O homem não tem que ditar regras a Deus e dizer a ele como e a que horas fazer o milagre. Minha crítica a essa teologia é que ela proclama aquilo que é terreno e não o que é sagrado, sobrenatural. Com o tempo, tal mensagem se desgasta e o resultado está aí. Eu fui missionário em nações muito pobres da África. Por que a teologia da prosperidade não funciona lá? Para responder essa questão, o teólogo da prosperidade não está preparado. Se não funciona lá, ela é antibíblica. Jesus falou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Ora, se a teologia da prosperidade fosse bíblica, todos seriam ricos e quase ninguém acabaria salvo. Pregar e acreditar na teologia da prosperidade é como construir um castelo na areia ou fazer um gigante com pés de barro – mais cedo ou mais tarde, tudo cairá.



Mas durante muito tempo o senhor militou em igrejas propagadoras da teologia da prosperidade... Quem mudou, suas ex-igrejas ou o senhor?



Não mudei o meu pensamento. Foi a obra do Espírito Santo, que me amadureceu. Sou muito grato por tudo que recebi na Igreja Universal e na Igreja da Graça. Não tenho nada contra essas instituições e nem contra seus líderes. Minha diferença é doutrinária. Uma coisa é enxergar, e outra é mudar, se for preciso, sair do sistema, quando ele se torna mais poderoso do que a Bíblia. O catolicismo está cheio de exemplos assim. Todos os padres sabem que não é uma bula papal que pode dizer que o líder é infalível ou que Maria subiu ao céu com seu corpo. Mas o sistema Católico Apostólico Romano requer que essa doutrina seja aceita, e muitos a defendem em nome de um sistema.



O senhor não teme ser considerado ingrato por seus ex-líderes?



Como eu disse, nada tenho contra Macedo ou Soares. Tanto, que quando eu saí da Universal, foi como que se perdesse meu chão. A Iurd para mim era mais importante que qualquer outra coisa na vida; eu amava aquele ministério, dava minha vida por ele. Depois, conheci a Igreja da Graça. O missionário Soares me ajudou muito naquela época, pastoreando minha vida por dois anos. Foi um verdadeiro pai, preocupando-se com minha alma, porque eu não estava bem espiritualmente. A teologia da prosperidade me fez um mal tremendo. Continuei caindo e bati no fundo do poço quando abri a igreja lá em Portugal [Igreja do Caminho, inaugurada por Didini em Lisboa em 2003]. Estava sozinho com minha mulher e duas malas de roupas começando uma igreja na periferia. Então, aprendi que ou dependia de Deus ou o meu ministério ia acabar. Deus me ensinou muito naqueles cinco anos, até me colocar ao lado do apóstolo Valdemiro.



O bispo Renato Suhett, que saiu atirando da Universal e até abriu uma igreja onde criticava abertamente o que chamava de “sistema religioso” montado por Edir Macedo, acaba de voltar à Iurd. O senhor já foi chamado para retornar á Universal?



Nunca fui chamado para retornar à Igreja Universal, até porque já disse publicamente que não tenho interesse em retornar. Aqui, na Mundial, é como que se eu tivesse voltado para a Iurd em que comecei nos anos 80, uma igreja viva. Creio que se o Renato Suhett voltou, sabe o que está fazendo. Mas eu estou em casa agora.



Rupturas no seio neopentecostal são comuns. Macedo e Soares começaram juntos a Universal, de onde o último saiu para fundar a Igreja da Graça. Valdemiro também é oriundo da Universal; o próprio Macedo começou na Nova Vida, de onde também saiu Miguel Ângelo, que dali fundou a Cristo Vive. As justificativas para a dança de cadeiras são sempre semelhantes, como a de divergências teológicas ou mudanças de visão – contudo, as novas igrejas que surgem acabam trazendo muito das denominações de origem, inclusive os aspectos que criticavam. O que acarreta tantas rupturas?



Uma árvore pode ter muitos ramos, muitos galhos. O importante é observar o que Jesus fala em João 15, e estar alicerçado nos ensinos de Cristo e na prática da verdade. Quando a igreja nasce pela vontade humana, para ser uma maneira de levar a vida, é complicado. Paulo também defende sua autoridade apostólica em Cristo. Por isso, não interessa quem pregou, se foi Paulo, Pedro ou Apolo – o importante é estar firmado em Jesus. No fim das contas, vejo que muitas ramificações poderiam ser evitadas se houvesse menos vaidade humana e mais compromisso com a videira verdadeira que é Jesus.



Então, as divisões acontecem porque cada um quer ter seu próprio espaço?



Nem sempre. O que o dedo faz, os olhos não podem fazer. Não importa a função de cada um; importa que Cristo seja o cabeça do corpo. A Igreja Mundial, por exemplo, tem uma função que as outras igrejas mais tradicionais ou adeptas de ensinos não ortodoxos não podem cumprir. Mas no momento em que algum órgão do corpo adoece, todo o organismo passa a sofrer. A Igreja de Cristo hoje precisa se voltar para a mensagem original e entender o recado: o agricultor é o Pai e a videira aqui é Jesus. Então, vamos parar de vaidade! Eu, por exemplo, quando assumi a Igreja Internacional da Graça de Deus em Portugal, tornei-me vice-presidente vitalício da denominação. Poderia hoje reivindicar isso, já que nunca renunciei. Mas jamais chegaria lá e tentaria tomar a igreja. O verdadeiro pastor é Jesus. Acredito que se existir essa consciência, haverá menos ramificações.



Pode explicar como foi sua adesão à Igreja Mundial?



Sou amicíssimo do apóstolo Valdemiro. Talvez seja uma das pessoas mais chegadas a ele, fora sua família. Mas não vim para cá só pela amizade. Nunca daria certo. Primeiro, reconheci que a Mundial era um movimento de fé muito forte, e depois comecei a observá-la. Fiz quatro viagens para o Brasil e observei claramente o reavivamento bíblico no século 21. Depois veio a fase mais difícil, a de submeter-me à autoridade espiritual dele, sendo seu amigo. Então, peguei a chave da minha igreja e dei na mão dele, dizendo: “Seu trabalho é maior que o meu. Você é mais importante que eu em Portugal”. E vim para ajudá-lo com os dons que Deus me deu. Acredito que estou em uma fase na qual Deus não quer me ensinar mais. É hora de dar frutos, pois ele já investiu muito em mim.



O senhor tem salário na igreja?



Não. Tenho funções executivas na Igreja Mundial, mas não sou funcionário, não recebo qualquer benefício financeiro. Sou contratado como jornalista pela Rede Bandeirantes. Pela misericórdia de Deus, eu moro numa boa casa, tenho um bom carro, visto boas roupas, mas nada disso me pertence, é dado pelo Senhor. Por isso, posso exercer com liberdade minha vocação. Aliás, esse foi o motivo por que saí da Graça. Comecei a me sentir um funcionário da igreja, sem aquele algo mais, sem um desafio. Eu tinha o mais alto salário, carro à disposição, liberdade para pregar em qualquer lugar; todos os pastores da Graça me tratavam muito bem, eu era sempre recebido com festa. Mas não me sentia bem como executivo, com tarefas meramente burocráticas dentro de uma organização. Resolvi sair. Hoje, aprendi a lição.



Quando estava em Portugal, o senhor se queixava de que os evangélicos brasileiros enfrentavam muitas restrições lá. Essa situação ainda persiste?

Persiste e piora. Digo isso por causa dessa lei xenófoba da imigração. Quase não são liberados vistos para brasileiros. O segundo problema gravíssimo que presenciei lá, quando participei de um congresso da Assembléia de Deus portuguesa, é que não há comunhão entre a Assembléia de Deus brasileira e a de lá. O pastor Joel, filho do José Wellington [presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil], esteve presente também. As lideranças portuguesas não aceitam os pastores brasileiros que são enviados para lá. Como o Brasil se tornou um exportador de missionários, maior é a rejeição. No mundo inteiro, especialmente na Europa, igrejas com lideranças brasileiras atraem apenas público brasileiro. As únicas exceções são trabalhos com negros, que são imigrantes também, vindos de lugares como Cabo Verde, Quênia, Jamaica, Nigéria.

quarta-feira, outubro 27, 2010

REFLEXÕES SOBRE O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO

1. O último capítulo da segunda epístola de Paulo a Timóteo contém lições que o tempo jamais apagará.

2. Paulo menciona seus sofrimentos, lutas e aflições; seus amigos, os verdadeiros e outros. E também faz menção do julgamento futuro.


3. Timóteo foi privilegiado com os conselhos de Paulo, que o exortou a manter-
se firme e fiel na carreira cristã, 2,17; 3.8-9.

4. Este capitulo final da Epístola indica um profundo desejo no coração de Paulo de que a obra por ele iniciada não sofresse solução de continuidade.Que Timóteo lhe desse a devida continuidade.

5. Uma das razões desta grande necessidade de perseverança na fé, no ministério e no labor evangelístico é precisamente a realidade da Parousia, a volta do Senhor Jesus, como vemos nos versos 1 a 8.

6. Paulo exortou Timóteo a perseverar na continuação da obra evangelizadora. Divulgar o Evangelho de Cristo para Paulo era a prioridade maior.

7. Não é herético declarar que Jesus ainda não veio porque não concluímos a missão constante da Grande Comissão.

8. A vinda de Jesus está intima e profundamente ligada à Evangelização.

9. Primeiro, porque ela busca reunir mais pessoas para aquele grande dia. Segundo, porque um galardão está anunciado para recompensar as nossas obras. Terceiro, porque isto corresponde inexoravelmente ao grande chamado que recebemos do Espírito Santo e do Senhor Jesus.

10. O retorno de Cristo é algo inevitável. Nosso trabalho evangelizante também deveria ser.

11. O senso de responsabilidade de Paulo o impelia a pregar o Evangelho e tentar ganhar almas para Cristo até o último dia.

12. Somente pessoas assim podem dizer o que ele disse: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé; a partir de agora a coroa da justiça me aguarda, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.”

13. São realmente grandes e profundas as implicações escatológicas da Evangelização.

14. Não são apenas os perdidos que lamentarão o fato de não ter ouvido a voz do Evangelho. O próprio Deus pode apresentar-Se como testemunha. Leia atentamente II Rs 17.13 e Sl 50.7.


15. Por que os pregadores não são mais aguerridos no afã de conquistar as almas?

16. Por que tantas vezes nos esquecemos de nossa motivação maior.

17. O Senhor nos ajude, nos estimule e nos fortaleça, a fim de que cumpramos fiel e definitivamente a carreira que nos foi proposta


A SEGUNDA OPORTUNIDADE

Os chineses costumam dizer que existem três coisas que jamais voltam: uma flecha que se atira, uma palavra que se pronuncia e uma oportunidade que se perde.

Existem diferentes tipos de oportunidade: as freqüentes, as raras, as únicas, as últimas e as perdidas.

Salomão teve a rara oportunidade de pedir a Deus o que lhe viesse ao coração. Pediu, então, sabedoria.

Eliseu teve a oportunidade única de pedir o que desejasse ao profeta Elias. Pediu porção dobrada do espírito que atuava sobre ele.

O cego Bartimeu aproveitou a oportunidade (última) de Jesus entrar em Jericó e isto resultou na sua cura plena: ficou curado da cegueira e liberto do pecado.

Quando lemos a história do profeta Jonas nos deparamos com a segunda oportunidade que Deus lhe concedeu de ir à cidade de Nínive e realizar o trabalho profético projetado por Jeová.

Não é muito freqüente uma segunda oportunidade, mas acontece.

O filho pródigo teve a segunda oportunidade na vida. Aproveitando-a, regressou ao lar e voltou a ser feliz.

Nós, pregadores do Evangelho, deveríamos enfatizar mais esta verdade e anunciar aos que deixaram Cristo e Sua Igreja a segunda oportunidade.

Milhões de pessoas têm se servido desse segundo turno e têm dado a volta por cima.

Segundos turnos (ou oportunidades) precisam ser levados a sério. A Bíblia Sagrada fala da maravilhosa doutrina da eleição, como fruto do benevolente conselho de Deus.

O desviado que volta é o candidato eleito no segundo turno.

Que não fiquem de fora aqueles que o Senhor deseja ter dentro do Seu Aprisco.

Que ganhem no segundo turno os que realmente não deveriam perder.


A TENTAÇÃO NÃO É...

A Bíblia se refere exaustivamente à tentação
A idéia primária da palavra tentação é por à prova, testar.

Todos os servos do Senhor são tentados, nas mais diferentes formas e dimensões.

Uma coisa é ser tentado. Outra, é sucumbir à tentação..

As Escrituras ensinam com transparência e objetividade que Deus a ninguém tenta (Tg 1.13), ou seja, não induz alguém ao pecado mediante uma tentação. Ela ensina que tentação é uma arma favorita de Satanás para induzir ou conduzir os filhos de Deus ao fracasso e à queda.

Satanás e o autor da tentação que tem como propósito derrubar o crente, I Cr 21.1; Jo 13.2; I Ts 3.5.

O único homem totalmente vitorioso sobre toda sorte de tentação foi o Senhor Jesus. A Bíblia declara que Ele foi tentado em tudo, mas sem pecado.

Jesus ensinou que devemos orar a fim de não cairmos em tentação.

Todos nós temos lido, aprendido, estudado ou ouvido falar do que a tentação é: um incitamento ao pecado.

Mas hoje desejo realçar com singeleza o que ela não é.

1. A tentação não é eterna

Isto significa que somente nesta vida somos tentados. No Céu não experimentamos nenhum tipo de tentação. Elas findam com o findar de nossa vida terrena.

2. A tentação não é divina

Quando ocasionalmente a Bíblia declara que Deus tentou alguém (Abraão, por exemplo), é preciso entender duas coisas: primeira, a tentação de Deus é uma prova e a pessoa é provada naquilo que Deus sabe que ela vencerá; segunda, Satanás sempre nos tenta em nosso ponto fraco, na suposição de que não escaparemos da queda.

3. A tentação não é insuportável.

Deus estabelece um limite para qualquer ação tentadora do Inimigo das nossas almas. As Sagradas Escrituras declaram que Ele não permitirá que sejamos tentados acima ou além daquilo que podemos suportar.

4. A tentação não é esquecida por Deus.

Deus jamais abandona Seus filhos. Ele está conosco, não somente nos momentos de glória, vitória, saúde e júbilo, mas também nos momentos da tentação. Ele manifesta Sua presença e Seu conforto e libera para a pessoa tentada todos os recursos que ela deverá utilizar a fim de vencer a tentação.

5. A tentação não é permitida sem o escape.

Está escrito que Deus sabe livrar da tentação os piedosos. Deus nos livra DA tentação, assim como nos livra NA tentação. O salmista declarou que Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.

6. A tentação não é para nos vencer e sim para ser vencida por nós.
-12; II Pe 2.9.

Deus permite que sejamos tentados, a fim de mostrar ao mundo espiritual nossa capacidade de resistir. As tentações nunca devem ser vistas como elementos destruidores, dos quais não poderemos nos desviar, mas como OPORTUNIDADES para triunfarmos e sermos reconhecidos como HERÓIS.

O Senhor a todos conceda graça e vitória sobre cada tentação. Agora e sempre, em nome de Jesus, Hb 2.18. 15; Lc

Textos para consideração: Mt 4.1-10: Hb 4.15; Tg 1.12- 22.28; At 20.19; Tg 1.2; I Co 10.13; II Co 12.8,9; Jó 1.9

Postado por PRGG às 19:55 1 comentários
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
ONDE ESTÃO OS PREGADORES?


Onde estão os pregadores plenamente comprometidos com a essência do Evangelho de Cristo, capazes de ministrar o trigo da Palavra sem o joio das imaginações humanas, tão a gosto da modernidade homilética?


Onde estão os pregadores vestidos de simplicidade e revestidos de transparência, capazes de oferecer o testemunho de sua própria vida como pano de fundo para suas mensagens?


Onde estão os pregadores dispostos a abrir mão de aplausos e de gestos bajuladores, de conchavos e de barganhas que comprometem a seriedade da mensagem da Cruz e ofuscam o brilho da glória da Ressurreição do Santo Jesus?


Onde estão os pregadores que não se vendem por honrarias, não se trocam por homenagens extemporâneas e não se maculam com subvenções de origem obscura?


Onde estão os pregadores que rejeitam ser conduzidos por empresários de profetas, agenciadores de compromissos e mercadejadores de astros e estrelas?


Onde estão os pregadores que ainda se atrevem a pregar sobre os longos cravos, as grossas gotas de sangue e os momentos de agonia do Nazareno?


Onde estão os pregadores que ainda se arriscam a pregar o arrependimento e a confissão de pecados, a humildade e a renuncia, a santidade e o jejum?


Onde estão os pregadores que ministram sobre a Vinda de Cristo, não para serem admirados por sua memória, senão para serem tocados pela sua compaixão?


Onde estão os pregadores que tomam tempo aos pés do Amado, até que se sintam encorajados a dizer: “eu vos entreguei o que recebi do Senhor Jesus...”?


Onde estão os pregadores que não substituem Paulo por Flávio Josefo, Isaias por Sëneca e Jeremias por Victor Hugo?


Onde estão os pregadores que não estão obcecados por encantar o auditório com truques de oratória, visto que estão inundados pela unção plena do Avivamento real, que é capaz de levar quase três mil almas de uma só vez a um estado de quebrantamento real?


Onde estão os pregadores que ainda valorizam os apelos para salvação de vidas, ao invés de simplesmente fazerem delirar as multidões com promessas de carro zero e vida sem lutas e aflições?


Onde estão os pregadores que seguem o exemplo de Ezequiel, que somente foi e falou à casa de Israel depois que comeu o rolo por inteiro?


Onde estão os pregadores que não pretendem usar o púlpito para desabafos, preferindo sofrer a fazer sofrer, perder a fazer perder e morrer a fazer morrer?


Onde estão os pregadores que não foram atacados de amnésia, esquecendo por completo de pronunciar em suas mensagens as palavras pecado e arrependimento?


Onde estão os pregadores que não admitem ser o porta-voz do Mundo, visto já serem a boca de Deus, a voz do que clama no deserto?


Onde estão os pregadores revoltados com a idéia de que a igreja seja um circo, o culto seja um show e o pregador um artista (ou palhaço)?


Onde estão os pregadores que fogem do perigo de manter as massas analfabetas da Palavra, estimulando-as à leitura habitual e meditação constante do Livro de Deus?


Onde estão os pregadores que levam em consideração o conselho de Spurgeon: “ se Deus te chamou para pregar, não aspires ser o rei da Inglaterra”?


Onde estão os pregadores que se pautam pela palavra de I Co 2.7, segundo a qual “ falamos a sabedoria de Deus em mistério, a sabedoria oculta , a qual Deus ordenou antes dos séculos?

Onde estão os pregadores que se fazem fracos para ganhar os fracos, e não poderosos para ganhar os poderosos?

Onde estão os pregadores que dão ao povo comida sólida, ao invés de um divertido fast food?

Onde estão os pregadores que se negam a fazer do ministério uma rendosa profissão, a fim de não perderem a benção de serem sacerdotes e profetas do Senhor?

Onde estão os pregadores que pregam APENAS a Palavra, como foi recomendado por Paulo e não um evangelho social, soft, light, raso e sem compromisso?

Alegra a todos os fiéis filhos de Deus saber que esses pregadores existem, não são uma classe em extinção, não perderam sua identidade nem sua autenticidade. O único problema é descobrir onde eles estão: se na cova de Adulão, se embaixo de um zimbro, se à sombra de uma aboboreira, se junto ao rio Quebar. Não é tão fácil encontrá-los.

Mas que existem, existem.

Uns pensam que somente existe Elias. Mas Deus diz que são sete mil.
A FÉ PENTECOSTAL


Mais de um século tem se passado desde que irrompeu no mundo o chamado Movimento Pentecostal.

Suas crenças e práticas remontam ao Dia de Pentecoste, mas sua aparição globalizada e sua institucionalização são fatos relativamente recentes, ou seja, datam de apenas um século.

Em sua edição do dia 03 de dezembro de 1906 o jornal “The New York American” deu grande destaque a “um novo movimento religioso, formado por negros e brancos” e acrescentou: “algo estranho está começando a acontecer”.

As primeiras igrejas de fé pentecostal no Brasil apareceram poucos anos depois. A Assembléia de Deus, por exemplo, nasceu em 1911.

De acordo com uma estimativa do Hartford Institute for Religion Research, no ano de 2025 os pentecostais deverão ser 45 por cento de todos os cristãos no mundo. Rikk Watts, um pastor canadense, integrante da Assembléia de Deus e professor do Regent College, em Vancouver, Canadá declarou: “De cada 20 pessoas no mundo, uma é pentecostal”.

Sob uma visão panorâmica e global, pode dizer-se que o Movimento Pentecostal está agora em sua terceira e crítica fase.

A primeira fase foi a das perseguições extremas, cujo resultado era uma busca a Deus incessante e piedosa. Todos os de dentro estavam espiritualmente unidos, porque todos os de fora estavam impiedosamente contra. Naquela epoca surgiram as Convenções, voltadas para a Palavra, a Oração e o exercício do Amor Fraternal.


A segunda fase se caracterizou por uma espécie de “processo de acomodação”. Os missionários começaram a deixar os países nos quais abriram trabalho e dirigiram as primeiras igrejas e essas começaram a receber a simpatia das Denominações, inclusive das que ferrenhamente as combatiam anteriormente.

Nessa fase ocorreu um verdadeiro fenômeno: as outras igrejas começaram a se espelhar nas pentecostais e não somente assimilaram, como também reproduziram muitas de suas práticas.

A terceira fase tem outra marca: as mais antigas igrejas pentecostais começaram a perder sua identidade. Com o advento das néo-pentecostais passou a ser difícil identificar o que realmente significa a fé pentecostal, o que de fato significa uma igreja pentecostal.

Em umas igrejas falar em línguas é proibitivo. Noutras, não se fala de milagres. Outras não abrem mão da existência e prática dos dons espirituais.

Nas duas primeiras fases nunca houve “cultos de vitória”, “reuniões de milagres”, etc., etc. Hoje já não se vive sem elas. Os círculos de oração não estão em decadência. Onde ainda existem, continuam exuberantes. Mas, no geral, simplesmente estão desaparecendo e sendo substituídos por algumas novidades, muitas das quais importadas de arraiais que jamais provaram a verdadeira fé pentecostal.

Ademais, entramos na fase de abundância enloquecedoura de ministérios pessoais, uma prática de endeusamento e de culto à personalidade, que deixaria envergonhados e confundidos os apóstolos do primeiro século, caso pudessem aqui aparecer para isto testemunhar.

Reuniões de oração eram prioridade absoluta nas duas primeiras fases. Hoje, são escassas como tal. Evangelismo pessoal foi a tônica da primeira fase. Evangelismo em massa, da segunda. Nesta, prevalece o tele-evangelismo.

Escrevo esta crônica entristecido com a atitude de alguns pregadores notáveis que publicamente zombam de certas práticas pentecostais, como se fossem heréticas. Esquecidos estão das verdadeiras origens deste grande Movimento do Espírito. Ser simples na Bíblia é assunto de honra. Para alguns hoje é matéria de galhofa.

Nossas fragilidades jamais tirarão o brilho da legítima grandeza do operar de Deus. Quaisquer que sejam o “marketing”, a metodologia e o sistema usado por alguns, vale lembrar que línguas estranhas, interpretação, revelações, dons espirituais, oração por enfermos, expulsar demônios, etc., não foram retirados da Bíblia nem abolidos da Igreja.

Devemos todos ser moderados, prudentes, respeitosos e éticos no tratar com as coisas divinas. A fama freqüentemente é uma bebida forte, altamente fermentada, que embriaga impiedosamente. O luxo das “catedrais” não deve apagar a memória dos “casebres” insalubres, dentro dos quais receberam o seu Pentecoste os pioneiros, os fundadores e os pais daqueles que hoje levam as massas ao delírio.

Pregadores há que insultam os pastores, porque nunca o foram. O dever de ganhar almas inclui basicamente o cuidado para não perdê-las.

Os jovens que hoje vendem saúde não podem espezinhar os velhos que perderam a sua, no labutar diuturno em busca de resultados para o seu ministério, executado antes da era da internet e dos “acessórios” que a coroam. Tudo que se tem hoje é colheita do que ontem se semeou.

As 3 gerações do Movimento Pentecostal no mundo e, particularmente no Brasil, lembram as os três grandes patriarcas do passado. A primeira geração herdou a fé que dominava o espírito de Abraão. A segunda foi a herdeira da bênção, como Isaque. A terceira tem grandes e graves semelhanças com Jacó.

Para que ela esteja apta a subir no Dia do Arrebatamento, é de esperar uma revolução espiritual, um novo “vau de Jaboque”, para que de lá saia, não um Jacó acostumado a politicagem, matreirice e barganhas, mas um Israel, um príncipe do Senhor, um adorador que profetiza para o seu povo as sublimes palavras do Grande Senhor e Deus

Se somos pentecostais, que o sejamos. Não apenas por tradição, nem para ganhar a simpatia de milhares, mas porque dentro de nosso coração ferve uma experiência gloriosa que tem atravessado os século e que merece muitos nomes, um dos quais é fé pentecostal.






OS SETE NÃO DO PREGADOR

1. Não fale sobre aquilo que você não tem convicção.

2. Não diga que a Bíblia diz aquilo que ela não diz

3. Não tente passar a imagem de uma pessoa além do normal.

4. Não confunda seus pensamentos com os de Deus.

5. Não ouse fazer o papel que corresponde ao Espírito Santo.

6. Não misture investigação com revelação.

7. Não entregue uma mensagem que não passou pelo seu coração.


ABRAÃO AOS NOVENTA E NOVE ANOS



1. Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade, o SENHOR lhe apareceu e disse: Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e multiplicarei muitíssimo a tua descendência. Abrão prostrou-se, rosto em terra e Deus lhe disse: De minha parte, esta é a minha aliança contigo.

1. A Bíblia ensina a diferença entre eternidade e tempo. A eternidade aponta para Deus. O tempo, para os homens.

2. Várias vezes a Bíblia menciona épocas, idades e períodos de tempo na vida de seus personagens. Isto sempre nos oferece material para estudo.

3. Lemos em Gn 17 que quando Abraão estava com noventa e nove anos, Deus lhe apareceu mais uma vez e, como sempre, em caráter especial.

4. Noventa e nove anos é uma ocasião ímpar na vida do ser humano. A maioria absoluta dos moradores da Terra jamais a alcança.

5. Noventa e nove anos levam o homem a refletir tanto sobre o que já passou, quanto sobre a próxima eventual surpresa, que vem a ser atingir um século de existência..

6. Espera-se de quem completa cem anos um exuberante exemplo de vida. Houve tempo bastante para aprender, para refletir, para crescer, para ser sábio e prudente, lutador e herói.

7. Aos noventa e nove anos Deus renova Seu pacto com Abraão. Deus nunca nos abandona, independentemente da idade que tenhamos.

8. No versículo primeiro, Deus faz 3 declarações: uma sobre Si mesmo e as outras duas dirigidas a Abraão: Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro.

9. Chegar ao centenário sem atentar para o poder de Deus é algo inadmissível. Chegar ao centenário com orgulho, como se fosse resultado do merecimento e esforço próprios, é profundamente lamentável. Se Abraão houvesse aproveitado os 99 anos para celebrar com triunfalismo suas conquistas, seu crescimento e seu invejável patrimônio, provavelmente não teria merecido a bênção do pacto divino.

10. Deus lhe disse: anda segundo a minha vontade, ou anda na minha presença. O centenário de Abraão era para ser comemorado com humildade, com adoração, com piedade. Sem orgulho, sem soberba, sem divisões familiares, sem intrigas entre os cuidadores de seu rebanho. Centenário deve ser comemorado com união, com amor, com reconciliação e com justiça.

11. O centenário deveria ser festejado na presença de Deus e não na dos poderosos da Terra. Na verdade, os poderosos da Terra não o são. Muito menos o próprio Abraão. Deus disse: EU SOU PODEROSO. O poder de Abraão nasceu nas mãos de Deus. O crescimento de Abraão foi obra de Deus. Abraão era pai de Ismael e de Isaque, mas Deus é o Pai de Abraão.

12. Aos noventa e nove anos de idade, véspera do centenário, Abraão ouviu de Deus a recomendação: seja íntegro, ou perfeito.

13. A tenda de Abraão, como amigo de Deus, tem de ser tenda de integridade. Lugar de mãos limpas. Habitação de gente pura. Os cem anos de Abraão deveriam ser comemorados em clima de santidade, de gratidão, de integridade, de perfeição e de piedade.

14. Os servos de Abraão são também (e primeiramente) servos de Deus. Devem viver unidos. Não como tribos, mas como família. Não em política, mas em amor. Não dividindo, mas somando. Não agredindo, mas abençoando. Não competindo, mas apoiando. Não atacando, mas socorrendo.

15. Aos noventa e nove anos de idade, preparando-se para comemorar o seu centenário, Abraão, ao ouvir a voz de Deus, prostrou-se em terra. Desde a primeira vez que ouviu a voz do Eterno, Abraão jamais perdeu sua sensibilidade espiritual. Vinte e quatro anos depois, ainda está pronto para se prostrar. Devemos andar de cabeça erguida diante dos homens, mas prostrados diante de Deus.

16. Aos cem anos de idade, Abraão nunca dependeu dos favores dos governantes das terras por onde passou. Nunca fez alianças com satanistas nem com guerrilheiros. Nunca foi abençoado por eles. Ele é que e quem os abençoava.. Ao invés de se deliciar com as gordas verbas dos faraós e abimeleques, Abraão amava comer o fruto de seu trabalho, e como resultado é citado 3 vezes na Escritura como amigo de Deus.

17. Os filhos de Abraão sempre acertam quando o imitam. Afinal, todos somos seus filhos na fé. Que o sejamos de tal maneira que, a exemplo do pai, Deus possa e queira dizer de cada filho: É meu amigo, como foi Abraão. Aos noventa anos. E sempre.
OS SETE PRINCIPAIS CUIDADOS DO PREGADOR
1. Deve ser cuidadoso com sua vida espiritual


2. Deve ser cuidadoso com seu caráter


3. Deve ser cuidadoso com sua saúde


4. Deve ser cuidadoso com sua vida familiar


5. Deve ser cuidadoso com sua vida financeira


6. Deve ser cuidadoso com sua voz


7. Deve ser cuidadoso com sua atividade de pregador

sexta-feira, outubro 15, 2010

quinta-feira, setembro 09, 2010





COMECE COM VOCÊ

Você está esperando pelas condições perfeitas para só então seguir em frente? Se você está seriamente pensando em ser bem sucedido, comece a agir hoje. Se você está esperando por aquelas perfeitas condições, você vai esperar para sempre e nada – absolutamente nada – será feito. Robert Schuller

O medo – sem dúvida alguma - é uma emoção intensa, mas isso não significa que ele tenha de controlá-lo ou paralizá-lo. O medo intensifica o seu estado de consciência e aumenta a sua vitalidade física. E mais ainda: o medo traz foco à sua mente. Com todas essas vantagens em seu favor, faz sentido correr do medo e dele se esconder? Claro que não. O medo coloca você em forma para entrar em ação!

A maneira de concretizar algo começa no florescer onde você foi plantado, fazendo o que você pode fazer, onde você já está e com aquilo que você já tem. É muito fácil apresentar desculpas para não agir. “Se eu apenas tivesse mais horas no dia. Se apenas eu tivesse um trabalho melhor.” “Se eu apenas pudesse encontrar a pessoa certa.” Porém, desculpas não trazem nada de valor. Você tem de mudar o seu “SE” por “EU VOU”. “Eu vou fazer um melhor uso do meu tempo.” “Eu vou trabalhar a fim de aprimorar a minha carreira.” “Eu vou desenvolver saudáveis relacionamentos.”

As suas circunstâncias só irão mudar quando você implementar esforço e disciplina para que elas melhorem. Comece onde você está. Você tem tudo o que você – basicamente – precisa para alcançar o que você deseja. Pare de apenas sonhar e tão somente desejar. Com a graça e direção de Deus, associada com um melhor uso do seu tempo, com uma melhor concentração de energia, as coisas irão acontecer! E melhor ainda: você ficará feliz em ver o resultado do seu dedicado labor. Vá em frente, a despeito do medo!