DESLIGUE-SE DA DÚVIDA
Tenho aprendido em minha vida a duvidar das minhas dúvidas e a alicerçar minha confiança naquilo em que tenho crido. Rick Warren
A s suas dúvidas não têm absolutamente nenhum poder, a não ser aquele que você lhes delega. Conseqüentemente, a qualquer momento você pode se desligar delas. Dúvidas, temores e pensamentos pequenos e negativos podem se tornar muito familiares, a ponto de você achar que já fazem parte de você. Só que eles não são parte integrante sua, mas tão-somente algo em que você decidiu se manter conectado. Essa é a má noticia. A boa noticia, porém, é que quando você optar pelo contrário eles poderão ser anulados.
Imagine viver completamente livre da dúvida, das ansiedades, dos medos... Siga agora para lá da imaginação, e creia que isso é realmente possível! Deus, mediante seu amor incrível e sua inigualável compaixão, que excede todo entendimento, tem nos dado os elementos necessários para nos desligarmos do medo e da dúvida. Você não precisa de uma grande fé para derrotar esses vilões escravizantes. Tudo de que você precisa é de um mínimo de fé, depositada no grande e poderoso Deus.
Não existe mais razão alguma para que você tenha de suportar um minuto sequer sem ser nada menos do que o melhor que você pode ser. Desligue-se do receio e da dúvida - isso realmente é possível -, e experimente a deliciosa liberdade de viver!
segunda-feira, julho 21, 2008
sábado, julho 19, 2008
Conselhos de Paulo aos jovens pastores
LIDERANÇA PASTORAL: Conselhos de Paulo aos jovens pastores
Além das nove cartas gerais aos romanos, coríntios, gálatas, efésios, filipenses, colossenses e tessalonicenses e da carta pessoal a Filemon, Paulo escreveu três cartas pastorais, duas a Timóteo e uma a Tito. Ambos são tratados como “verdadeiros filhos na fé” (1Tm 1.2; Tt 1.4).
Nessas cartas pastorais, há dezenas de exortações. Os verbos sempre estão no imperativo, como, por exemplo: “Combata o bom combate”, “Exercite-se na piedade”, “Fortifique-se na graça”, “Pregue a palavra”, “Seja moderado” etc. Se você fizer um arranjo classificado desses imperativos, encontrará dez exortações básicas.
1. Cuidado com a saúde
“Não continue a beber somente água; tome um pouco de vinho, por causa do seu
estômago e das suas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23)
2. Cuidado com a vida devocional
“Exercite-se na piedade. O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa” (1Tm 4.7-8).
“Fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2.1).
3. Cuidado com a sexualidade
“Trate as moças como a irmãs, com toda a pureza” (1Tm 5.2).
“Conserve-se puro” (2Tm 5.22).
“Fuja dos desejos malignos da juventude” (2Tm 2.22).
4. Cuidado com o exemplo
“Seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1Tm 4.12).
“Dedique-se inteiramente a elas [à leitura pública das Escrituras, à exortação e ao ensino], para que todos vejam o seu progresso” (1Tm 4.15).
“Busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão” (1Tm 6.11).
“Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Tm 6.14).
“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras” (Tt 2.6).
5. Cuidado com a moderação
“Seja moderado em tudo” (2 Tm 4.5).
A prática do equilíbrio é a arte de se aproximar o máximo possível da medida certa no tempo certo, pelo acurado exercício do bom senso e sob a orientação da Palavra de Deus em seu todo e do Espírito Santo. Moderação nunca é neutralidade, hesitação contínua, passividade, medo de riscos, desejo de agradar uns e outros ou fuga da responsabilidade. Ao contrário do que se pensa, a moderação em geral é a mais trabalhosa e a mais criticada das posições, pois não conta com o apoio das multidões que se encontram num extremo e no outro.
A falta de moderação cria divisões na igreja, dá à luz movimentos heréticos, gera fanatismo e produz falsos profetas.
6. Cuidado com o sofrimento
“Suporte os sofrimentos” (2Tm 4.5).
Não atraia o sofrimento. Não o hospede. Não se entregue. Não se irrite. Não brigue com Deus. Ore mais intensamente (Tg 5.13; Lc 22.44). Aguarde o socorro do Senhor.
Aproveite o sofrimento próprio para entender o sofrimento alheio, para pastorear melhor os que sofrem. Tire outros proveitos do sofrimento para você mesmo e para os outros.
7. Cuidado com a doutrina
“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se
envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (2Tm 2.15).
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina” (1Tm 4.16).
“Rejeite as fábulas profanas e tolas” (1Tm 4.7).
“Retenha o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim” (2Tm 1.13).
“Permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção” (2Tm 3.14).
“Fale o que está de acordo com a sã doutrina” (Tt 2.1).
“Quero que você afirme categoricamente essas coisas, para que os que crêem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Tais coisas são excelentes e úteis aos homens” (Tt 3.8).
8. Cuidado com o pastoreio
“Não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai; trate os jovens como a irmãos; as mulheres idosas, como a mães” (1Tm 5.1).
“Não aceite acusação contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19).
“Procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por
favoritismo” (1Tm 5.21).
“Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros” (1Tm 5.22).
“Evite as controvérsias tolas e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos”
(1Tm 2.23-24).
9. Cuidado com a mensagem
“Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com a verdade da fé e da boa doutrina que tem seguido” (1Tm 4.6).
“Dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros” (1Tm 4.13-14).
“As palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (2Tm 2.2).
“Faça a obra de um evangelista” (2Tm 4.5).
“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2Tm 4.2).
10. Cuidado com a centralidade de Jesus Cristo na proclamação das boas notícias
“Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho” (2Tm 2.8).
A Ceia do Senhor é o elo de ligação entre o Jesus da Paixão e o Jesus da Glória, entre o primeiro e o segundo adventos. É para comer o pão “em memória de mim” (1Co 11.24).
É para beber o vinho “em memória de mim”(1Co 11.25). Várias vezes, muitas
vezes, “até que Ele venha” (1Co 11.26). É para lembrar não do Jesus histórico, mas do Jesus das boas notícias. Do Verbo que “tornou-se carne e viveu entre nós” (Jo 1.14).Daquele que “esvasiou-se a si mesmo” e foi encontrado “em forma humana” (Fp 2.7-8). Daquele que foi chamado de Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mt 1.23). Daquele que é a imagem visível “do Deus invisível” (Cl 1.15, Jo 14.9). Daquele que “é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser” (Hb 1.3). Daquele que rasgou ao meio o véu do santuário (Lc 23.45). Daquele que assentou-se à direita da Majestade nas alturas “depois de ter realizado a purificação dos pecados” (Hb 1.3). Daquele que abriu o livro selado com sete selos e desemperrou a história da redenção (Ap 5.1-5). Daquele que foi exaltado “à mais alta posição” e recebeu “o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11).
É para lembrar da concepção sobrenatural de Jesus, de sua natureza divina e de sua natureza humana, de sua “imatabilidade” (Jo 10.18), de seu sacrifício vicário, de sua ressurreição, de sua ascensão, de seu ministério atual de colocar todos os poderes e estruturas adversos à criação e ao bem-estar do ser humano debaixo de seus pés (1Co 15.25), de sua volta “com poder e grande glória” (Mt 24.30), de seu espetacular triunfo sobre a morte, “a angústia básica de todo ser humano” (Ana Maria de Souza Barbosa), “a grande neurose de todo ser humano” (Roberto Chabo), “a mais
fria anti-utopia” (Bloch)!
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com
Por Elben Lenz César
Publicado em 16.06.2008
LIDERANÇA PASTORAL: Conselhos de Paulo aos jovens pastores
Além das nove cartas gerais aos romanos, coríntios, gálatas, efésios, filipenses, colossenses e tessalonicenses e da carta pessoal a Filemon, Paulo escreveu três cartas pastorais, duas a Timóteo e uma a Tito. Ambos são tratados como “verdadeiros filhos na fé” (1Tm 1.2; Tt 1.4).
Nessas cartas pastorais, há dezenas de exortações. Os verbos sempre estão no imperativo, como, por exemplo: “Combata o bom combate”, “Exercite-se na piedade”, “Fortifique-se na graça”, “Pregue a palavra”, “Seja moderado” etc. Se você fizer um arranjo classificado desses imperativos, encontrará dez exortações básicas.
1. Cuidado com a saúde
“Não continue a beber somente água; tome um pouco de vinho, por causa do seu
estômago e das suas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23)
2. Cuidado com a vida devocional
“Exercite-se na piedade. O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa” (1Tm 4.7-8).
“Fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2.1).
3. Cuidado com a sexualidade
“Trate as moças como a irmãs, com toda a pureza” (1Tm 5.2).
“Conserve-se puro” (2Tm 5.22).
“Fuja dos desejos malignos da juventude” (2Tm 2.22).
4. Cuidado com o exemplo
“Seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1Tm 4.12).
“Dedique-se inteiramente a elas [à leitura pública das Escrituras, à exortação e ao ensino], para que todos vejam o seu progresso” (1Tm 4.15).
“Busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão” (1Tm 6.11).
“Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Tm 6.14).
“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras” (Tt 2.6).
5. Cuidado com a moderação
“Seja moderado em tudo” (2 Tm 4.5).
A prática do equilíbrio é a arte de se aproximar o máximo possível da medida certa no tempo certo, pelo acurado exercício do bom senso e sob a orientação da Palavra de Deus em seu todo e do Espírito Santo. Moderação nunca é neutralidade, hesitação contínua, passividade, medo de riscos, desejo de agradar uns e outros ou fuga da responsabilidade. Ao contrário do que se pensa, a moderação em geral é a mais trabalhosa e a mais criticada das posições, pois não conta com o apoio das multidões que se encontram num extremo e no outro.
A falta de moderação cria divisões na igreja, dá à luz movimentos heréticos, gera fanatismo e produz falsos profetas.
6. Cuidado com o sofrimento
“Suporte os sofrimentos” (2Tm 4.5).
Não atraia o sofrimento. Não o hospede. Não se entregue. Não se irrite. Não brigue com Deus. Ore mais intensamente (Tg 5.13; Lc 22.44). Aguarde o socorro do Senhor.
Aproveite o sofrimento próprio para entender o sofrimento alheio, para pastorear melhor os que sofrem. Tire outros proveitos do sofrimento para você mesmo e para os outros.
7. Cuidado com a doutrina
“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se
envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (2Tm 2.15).
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina” (1Tm 4.16).
“Rejeite as fábulas profanas e tolas” (1Tm 4.7).
“Retenha o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim” (2Tm 1.13).
“Permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção” (2Tm 3.14).
“Fale o que está de acordo com a sã doutrina” (Tt 2.1).
“Quero que você afirme categoricamente essas coisas, para que os que crêem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Tais coisas são excelentes e úteis aos homens” (Tt 3.8).
8. Cuidado com o pastoreio
“Não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai; trate os jovens como a irmãos; as mulheres idosas, como a mães” (1Tm 5.1).
“Não aceite acusação contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19).
“Procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por
favoritismo” (1Tm 5.21).
“Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros” (1Tm 5.22).
“Evite as controvérsias tolas e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos”
(1Tm 2.23-24).
9. Cuidado com a mensagem
“Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com a verdade da fé e da boa doutrina que tem seguido” (1Tm 4.6).
“Dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros” (1Tm 4.13-14).
“As palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (2Tm 2.2).
“Faça a obra de um evangelista” (2Tm 4.5).
“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2Tm 4.2).
10. Cuidado com a centralidade de Jesus Cristo na proclamação das boas notícias
“Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho” (2Tm 2.8).
A Ceia do Senhor é o elo de ligação entre o Jesus da Paixão e o Jesus da Glória, entre o primeiro e o segundo adventos. É para comer o pão “em memória de mim” (1Co 11.24).
É para beber o vinho “em memória de mim”(1Co 11.25). Várias vezes, muitas
vezes, “até que Ele venha” (1Co 11.26). É para lembrar não do Jesus histórico, mas do Jesus das boas notícias. Do Verbo que “tornou-se carne e viveu entre nós” (Jo 1.14).Daquele que “esvasiou-se a si mesmo” e foi encontrado “em forma humana” (Fp 2.7-8). Daquele que foi chamado de Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mt 1.23). Daquele que é a imagem visível “do Deus invisível” (Cl 1.15, Jo 14.9). Daquele que “é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser” (Hb 1.3). Daquele que rasgou ao meio o véu do santuário (Lc 23.45). Daquele que assentou-se à direita da Majestade nas alturas “depois de ter realizado a purificação dos pecados” (Hb 1.3). Daquele que abriu o livro selado com sete selos e desemperrou a história da redenção (Ap 5.1-5). Daquele que foi exaltado “à mais alta posição” e recebeu “o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11).
É para lembrar da concepção sobrenatural de Jesus, de sua natureza divina e de sua natureza humana, de sua “imatabilidade” (Jo 10.18), de seu sacrifício vicário, de sua ressurreição, de sua ascensão, de seu ministério atual de colocar todos os poderes e estruturas adversos à criação e ao bem-estar do ser humano debaixo de seus pés (1Co 15.25), de sua volta “com poder e grande glória” (Mt 24.30), de seu espetacular triunfo sobre a morte, “a angústia básica de todo ser humano” (Ana Maria de Souza Barbosa), “a grande neurose de todo ser humano” (Roberto Chabo), “a mais
fria anti-utopia” (Bloch)!
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com
Por Elben Lenz César
Publicado em 16.06.2008
terça-feira, julho 08, 2008

CAMPANHA ELEITORAL EM SANTARÉM.
Quero aqui manisfestar meu APOIO de Forma Firme ao Meu Amigo e se depender de meu Voto o Futuro Prefeito novamente de Santarém,por tudo que tem feito em Trabalho por nossa querida cidade.Sei que sua pretensão de retornar é com certeza para trabalhar por Santarém.Então aqueles que Amam Santarém devem escolher quem Melhor tem Trabalhado por nossa cidade em todos os dias de sua historia.LIRA MAIA é o Nome do Cidadão seu numero é 25.Vou votar assim.Graças a Deus sempre fui e quero continuar firme em minhas decisões,coragem e determinação são marcas importantes na vida de quem crê em Deus.LIRA MAIA 25.Por Amor irestrito a Santarém.

CONVENÇÃO COMIEADEPA.
Aconteceu mais uma Convenção Ordinária de nossa convenção dos Pastores das igrejas Evangelicas Assembleias de Deus no Estado do Pará,por Sinal a Primeira do Brasil,Sobre a Presidencia do Mui Digno Pr Gilberto Marques,foi mais uma Convenção com a Marca da Fé que tem impulsionado a Obra de Deus em nosso estado.Parabéns aos Convencionais.Aos veteranos e aos recem consagrados,quero destaca o Missionario Rafael Oliveira que com grande esforço veio da Bolivia para receber sua benção,consagrado que foi ao ministério na condição de Evangelista.Com certeza ira continua fazendo a obra de Deus na Bolivia.PARABÈNS.Em Novembro em sua ultima semana tam Mais.!!!
sábado, junho 28, 2008
BÍBLIA DE ESTUDO BATALHA ESPIRITUAL E VITÓRIA FINANCEIRA SOB UMA PERSPECTIVA PENTECOSTAL E ORTODOXA
Estamos ministrando na A.D. em J. Paulista Baixo, em nosso culto de doutrina (quinta-feira às 19h00), uma série de estudos sobres os erros doutrinários e teológicos presentes nos comentários e notas da referida Bíblia de Estudo. Segue abaixo um esboço do estudo, onde boa parte do texto já foi publicado neste blog.
As Bíblias de estudo são uma ferramenta de grande valor para os estudantes da Palavra de Deus. As notas introdutórias, as informações culturais, sociais, geográficas, políticas, econômicas e espirituais do mundo bíblico, as notas teológicas, os comentários de rodapé, todas estas coisas contribuem para facilitar a pesquisa e a investigação realizada no texto sagrado. Se faz necessário contudo, termos um certo cuidado no uso destas bíblias, como por exemplo, conhecer a linha teológica dos comentaristas, suas bases doutrinárias e seu nível de compromisso com a ortodoxia cristã.
Lançada a pouco tempo no Brasil, a “Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira” é um exemplo de publicação de conteúdo “perigoso”. Ao fazer uma análise dos comentários da mesma sobre o tema “riqueza e pobreza”, percebi alguns equívocos doutrinários que passarei a citá-los:
"Pobreza é escravidão! Ela amarra as pessoas, impedindo-as de terem as coisas que necessitam. A pobreza leva à depressão e ao medo. Não é a vontade de Deus que você viva na escravidão da pobreza. É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo! É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial, que quebrará as cadeias da escassez e o capacitará a colher com abundância!" (Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, introdução xxvii)
Tais idéias são equivocadas pelas seguintes razões:
- Pobreza não é escravidão, trata-se apenas de uma condição sócio-econômica, fruto do pecado, da acomodação, da injustiça social, do egoísmo e de outras mazelas. Você pode ser pobre, e mesmo assim, não ser escravo da pobreza. Você pode ser pobre e ser feliz! João Batista (Mt 3.4), Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8), Pedro e João (At 3.1-6), Paulo (2 Co 6.10) e tantos outros servos de Deus, apesar de pobres não eram "escravos" da pobreza. É preciso lembrar que a riqueza também pode promover escravidão (Mt 6.19-24). Desta maneira, não é a pobreza ou a riqueza em si que torna alguém escravo, mas sim, a forma como lidamos com essas condições sócio-econômicas.
- A pobreza "pode" levar alguém à depressão e ao medo, mas não necessariamente. Todos nós conhecemos pessoas que sobrevivem com poucos recursos financeiros, que não são depressivas nem vivem amedrontadas, pois confiam no Senhor que supre todas as nossas necessidades (Mt 6.31-34). Conhecemos também muitos ricos que são depressivos e amedrontados. A própria Bíblia adverte quanto ao males da riqueza mal adquirida e administrada (1 Tm 6.9-10).
- "Não é a vontade de Deus que "você" viva na escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo". Você quem? Isso significa que todos os crentes deveriam ser ricos? Você quem? Aquele que comprou a referida Bíblia, ou foi alcançado por seus princípios e ensinamentos? Não amados, nem todos seremos ricos. As razões pelas quais isto não vai acontecer são as mais diversas e complexas possíveis e envolvem fatores sociais, pessoais, espirituais, circunstanciais e outros. Se você contribui com as suas ofertas e dízimos, é trabalhador honesto, se esforça para manter-se qualificado na profissão que exerce, administra com sabedoria o salário que recebe e mesmo assim não alcança a riqueza, não fique triste nem frustrado, contentai-vos com o que tendes (Fp 4.11; Hb 13.5). Seja rico para com Deus (Lc 12.21). Saiba que o mais importante nesta vida não é o quanto você tem, mas o que você é diante do Senhor. Se um dia você ficar rico, dê graças a Deus, se nunca isso acontecer, dê graças a Deus também (1 Ts 5.18).
- Por qual razão Deus só resolveu acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza agora, se os fundamentos deste comentário sempre estiveram na Bíblia? Será que Jesus, Paulo, os demais apóstolos, os pais da igreja, os reformadores, os missionários que experimentaram fome e nudez pela causa do mestre nunca enxergaram isso? Deus os privou desta "visão" (aliás, mais uma daquelas visões que só trazem confusão e promovem heresias no Reino de Deus)? Somos uma geração "especial"? Outra coisa, quem disse que a riqueza acaba com as dívidas? Muitos ricos estão proporcionalmente mais endividados do que alguns pobres. A questão da dívida relaciona-se com a forma com de administrarmos os recursos e não em sermos pobres ou ricos.
- "É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial". Percebo que se trata de mais uma "unção especial", como foi a "unção do riso", "unção do leão" e outras "unções", todas fruto de uma interpretação bíblica equivocada e tendenciosa, desassociada de uma análise exegética séria e genuinamente cristã (é bom lembrar que boa parte dos argumentos e notas da citada Bíblia está fundamentada no Antigo Testamento em promessas direcionadas para o povo de Israel). Não existe uma "unção especial financeira". O que a Bíblia nos revela é a bondade, generosidade, misericórdia e graça de Deus, que faz com ele derrame abundantemente suas dádivas sobre aqueles que contribuem com alegria e liberalidade, promovendo assim socorro aos necessitados, recursos para a obra missionária, manutenção do trabalho do Senhor e o suprimento de outras necessidades (2 Co 9.6-15).
Observe o comentário abaixo:
"Se você estiver carregando um fardo financeiro pesado, Deus o libertará. Ele não quer que você lute semana após semana apenas para suprir necessidades básicas. Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente." (Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira, p. 278)
Algumas coisas precisam aqui serem esclarecidas:
- A ênfase da referido comentário deixa de ser dada ao "fardo do pecado" (Mt 11.28-29) e passa ao "fardo financeiro".
- O comentarista afirma que Deus não quer que lutemos para suprimento de nossas necessidades básicas, mas que deseja que sejamos ricos. Na verdade, o Senhor Jesus nos ensina que não devemos "lutar", no sentido dado pelo comentarista, por uma simples razão, é o próprio Deus que supre nossas necessidades básicas como comer, beber e vestir:
"Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.31-33)
- Diz ainda o referido comentarista: "Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente". Ora, não é a riqueza que nos livra da ansiedade, mas sim, nosso contentamento e confiança em Deus que em todas as coisas e situações nos fortalece:
"Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." (Fl 4.11-13)
- É necessário lembrar que ser rico, não é em si mesmo pecado (1 Tm 6.17-19), contudo, uma teologia que prioriza a riqueza na vida do cristão não é ortodoxa nem bíblica. Não passa de mais um vento de doutrina (Ef 4.14).
Observe agora a ligação entre a visão sobre pobreza da referida Bíblia com a Teologia da Prosperidade. Comecemos observando alguns textos escritos em defesa da Teologia da Prosperidade, publicados no Brasil:
"Muitos cristãos nascidos de novo e cheios do Espírito vivem num baixo nível de vida, vencidos pelo diabo. Na realidade, falam mais do diabo do que em qualquer outra coisa. Cada vez que contam uma des ventura, exaltam o diabo. Cada vez que contam quão doentes se sentem, exaltam o diabo (ele ó autor das doenças e das enfermidades - e não Deus)." (HAGIN, 1988, p. 19 apud PIERATT, 1993, p. 55)
" [...] Um outro observou: ' Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac.' Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o Cadilac naquela época - o melhor meio de transporte existente. Os crentes têm permitido ao diabo lesá-los em todas as bênçãos que poderiam usufruir. Não era intenção de Deus que vivêssemos em pobreza. Ele disse que éramos para reinar em vida como reis. quem jamais imaginaria um rei vivendo em estrita pobreza? A idéia de pobreza simplesmente não combina com reis." (HAGIN, p. 48 apud PIERAT, 1993, p. 59)
" Não ore mais por dinheiro [...] Exija tudo o que precisar." (HAGIN, p. 17 apud ROMEIRO, 1998, p. 43)
Agora compare com o que está publicado como comentário na Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira:
"Jesus veio destruir as obras do Diabo: 'Para isso o Filho do Homem se manifestou: para destruir as obras do Diabo' (1 Jo 3.8). O pecado, a enfermidade, a pobreza e a morte são jugos do Inimigo! Você não tem de ficar amarrado à pobreza! Jesus veio libertá-lo de todo jugo que o Inimigo queira impor sobre você!" (p. 278)
O que há em comum entre os textos citados? A resposta é clara: todos estão construídos sobre os fundamentos da Teologia da Prosperidade. A lógica desta teologia é simples: doença e pobreza são do diabo. Se o Cristão está doente ou vive em pobreza, encontra-se debaixo do jugo do inimigo, ou nem é crente de verdade.
"Alguém uma vez me disse: Mas, Deus não colocou os médicos no mundo? [...] eu respondi: É verdade. Ele é tão bom que pensou nos crentes incrédulos. (SOARES, 1987, p. 40 apud PIERATT, 1993, p. 57)
Seguindo esse raciocínio, segue abaixo uma lista ampliada de personagens bíblicos que viveram debaixo do jugo do Inimigo:
- Eliseu (2 Rs 13.14-21) Enfermidade
- João Batista (Mt 3.4) Pobreza
- Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8) Pobreza (imagina que nem ele escapou!!!!)
- Lázaro (Jo 11.1-5) Enfermidade
- Pedro e João (At 3.1-6) Pobreza
- Paulo (2 Co 6.10) Pobreza
- Epafrodito (Fp 2.27) Enfermidade
- Timóteo (1 Tm 5.23) Enfermidade
- Trófimo (2 Tm 4.20) Enfermidade
Certamente conhecemos na atualidade, homens e mulheres de Deus (como os citados acima), que se encontram enfermos ou vivem em situação de pobreza (alguns inclusive vivenciam as duas situações). Será que todos eles estão debaixo do jugo de Satanás. Embora o Inimigo possa promover enfermidades e pobreza, nem toda enfermidade e pobreza surgem da parte dele:
"Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados."
(Lm 3.39)
Se não fizermos exames de saúde periódicos ou não tivermos uma boa educação alimentar, e isto resultar numa enfermidade, a culpa é do Diabo? É claro que não, a culpa é nossa!
Se não administrarmos bem as finanças, não tratarmos com cuidado o orçamento doméstico, se fizermos um mau investimento, a culpa sempre será do Inimigo?
Volto a ressaltar que fatores sociais, econômicos, culturais e pessoais são a causa de muitos sofrimentos e privações na vida do cristão.
Entendo que é necessária uma ação urgente da parte dos pastores e líderes das igrejas, para que os teólogos, profetas, mestres e pregadores da "teologia da prosperidade" e da "vitória financeira", não enganem ou confundam nossos membros, congregados e até outros líderes com estas falsas idéias.
Vale lembrar, que a Teologia da Prosperidade é combatida e repudiada claramente em nossas publicações (CPAD), inclusive em lições bíblicas da ED.
No amor de Cristo e pela sã doutrina,
Estamos ministrando na A.D. em J. Paulista Baixo, em nosso culto de doutrina (quinta-feira às 19h00), uma série de estudos sobres os erros doutrinários e teológicos presentes nos comentários e notas da referida Bíblia de Estudo. Segue abaixo um esboço do estudo, onde boa parte do texto já foi publicado neste blog.
As Bíblias de estudo são uma ferramenta de grande valor para os estudantes da Palavra de Deus. As notas introdutórias, as informações culturais, sociais, geográficas, políticas, econômicas e espirituais do mundo bíblico, as notas teológicas, os comentários de rodapé, todas estas coisas contribuem para facilitar a pesquisa e a investigação realizada no texto sagrado. Se faz necessário contudo, termos um certo cuidado no uso destas bíblias, como por exemplo, conhecer a linha teológica dos comentaristas, suas bases doutrinárias e seu nível de compromisso com a ortodoxia cristã.
Lançada a pouco tempo no Brasil, a “Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira” é um exemplo de publicação de conteúdo “perigoso”. Ao fazer uma análise dos comentários da mesma sobre o tema “riqueza e pobreza”, percebi alguns equívocos doutrinários que passarei a citá-los:
"Pobreza é escravidão! Ela amarra as pessoas, impedindo-as de terem as coisas que necessitam. A pobreza leva à depressão e ao medo. Não é a vontade de Deus que você viva na escravidão da pobreza. É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo! É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial, que quebrará as cadeias da escassez e o capacitará a colher com abundância!" (Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, introdução xxvii)
Tais idéias são equivocadas pelas seguintes razões:
- Pobreza não é escravidão, trata-se apenas de uma condição sócio-econômica, fruto do pecado, da acomodação, da injustiça social, do egoísmo e de outras mazelas. Você pode ser pobre, e mesmo assim, não ser escravo da pobreza. Você pode ser pobre e ser feliz! João Batista (Mt 3.4), Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8), Pedro e João (At 3.1-6), Paulo (2 Co 6.10) e tantos outros servos de Deus, apesar de pobres não eram "escravos" da pobreza. É preciso lembrar que a riqueza também pode promover escravidão (Mt 6.19-24). Desta maneira, não é a pobreza ou a riqueza em si que torna alguém escravo, mas sim, a forma como lidamos com essas condições sócio-econômicas.
- A pobreza "pode" levar alguém à depressão e ao medo, mas não necessariamente. Todos nós conhecemos pessoas que sobrevivem com poucos recursos financeiros, que não são depressivas nem vivem amedrontadas, pois confiam no Senhor que supre todas as nossas necessidades (Mt 6.31-34). Conhecemos também muitos ricos que são depressivos e amedrontados. A própria Bíblia adverte quanto ao males da riqueza mal adquirida e administrada (1 Tm 6.9-10).
- "Não é a vontade de Deus que "você" viva na escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo". Você quem? Isso significa que todos os crentes deveriam ser ricos? Você quem? Aquele que comprou a referida Bíblia, ou foi alcançado por seus princípios e ensinamentos? Não amados, nem todos seremos ricos. As razões pelas quais isto não vai acontecer são as mais diversas e complexas possíveis e envolvem fatores sociais, pessoais, espirituais, circunstanciais e outros. Se você contribui com as suas ofertas e dízimos, é trabalhador honesto, se esforça para manter-se qualificado na profissão que exerce, administra com sabedoria o salário que recebe e mesmo assim não alcança a riqueza, não fique triste nem frustrado, contentai-vos com o que tendes (Fp 4.11; Hb 13.5). Seja rico para com Deus (Lc 12.21). Saiba que o mais importante nesta vida não é o quanto você tem, mas o que você é diante do Senhor. Se um dia você ficar rico, dê graças a Deus, se nunca isso acontecer, dê graças a Deus também (1 Ts 5.18).
- Por qual razão Deus só resolveu acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza agora, se os fundamentos deste comentário sempre estiveram na Bíblia? Será que Jesus, Paulo, os demais apóstolos, os pais da igreja, os reformadores, os missionários que experimentaram fome e nudez pela causa do mestre nunca enxergaram isso? Deus os privou desta "visão" (aliás, mais uma daquelas visões que só trazem confusão e promovem heresias no Reino de Deus)? Somos uma geração "especial"? Outra coisa, quem disse que a riqueza acaba com as dívidas? Muitos ricos estão proporcionalmente mais endividados do que alguns pobres. A questão da dívida relaciona-se com a forma com de administrarmos os recursos e não em sermos pobres ou ricos.
- "É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial". Percebo que se trata de mais uma "unção especial", como foi a "unção do riso", "unção do leão" e outras "unções", todas fruto de uma interpretação bíblica equivocada e tendenciosa, desassociada de uma análise exegética séria e genuinamente cristã (é bom lembrar que boa parte dos argumentos e notas da citada Bíblia está fundamentada no Antigo Testamento em promessas direcionadas para o povo de Israel). Não existe uma "unção especial financeira". O que a Bíblia nos revela é a bondade, generosidade, misericórdia e graça de Deus, que faz com ele derrame abundantemente suas dádivas sobre aqueles que contribuem com alegria e liberalidade, promovendo assim socorro aos necessitados, recursos para a obra missionária, manutenção do trabalho do Senhor e o suprimento de outras necessidades (2 Co 9.6-15).
Observe o comentário abaixo:
"Se você estiver carregando um fardo financeiro pesado, Deus o libertará. Ele não quer que você lute semana após semana apenas para suprir necessidades básicas. Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente." (Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira, p. 278)
Algumas coisas precisam aqui serem esclarecidas:
- A ênfase da referido comentário deixa de ser dada ao "fardo do pecado" (Mt 11.28-29) e passa ao "fardo financeiro".
- O comentarista afirma que Deus não quer que lutemos para suprimento de nossas necessidades básicas, mas que deseja que sejamos ricos. Na verdade, o Senhor Jesus nos ensina que não devemos "lutar", no sentido dado pelo comentarista, por uma simples razão, é o próprio Deus que supre nossas necessidades básicas como comer, beber e vestir:
"Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.31-33)
- Diz ainda o referido comentarista: "Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente". Ora, não é a riqueza que nos livra da ansiedade, mas sim, nosso contentamento e confiança em Deus que em todas as coisas e situações nos fortalece:
"Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." (Fl 4.11-13)
- É necessário lembrar que ser rico, não é em si mesmo pecado (1 Tm 6.17-19), contudo, uma teologia que prioriza a riqueza na vida do cristão não é ortodoxa nem bíblica. Não passa de mais um vento de doutrina (Ef 4.14).
Observe agora a ligação entre a visão sobre pobreza da referida Bíblia com a Teologia da Prosperidade. Comecemos observando alguns textos escritos em defesa da Teologia da Prosperidade, publicados no Brasil:
"Muitos cristãos nascidos de novo e cheios do Espírito vivem num baixo nível de vida, vencidos pelo diabo. Na realidade, falam mais do diabo do que em qualquer outra coisa. Cada vez que contam uma des ventura, exaltam o diabo. Cada vez que contam quão doentes se sentem, exaltam o diabo (ele ó autor das doenças e das enfermidades - e não Deus)." (HAGIN, 1988, p. 19 apud PIERATT, 1993, p. 55)
" [...] Um outro observou: ' Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac.' Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o Cadilac naquela época - o melhor meio de transporte existente. Os crentes têm permitido ao diabo lesá-los em todas as bênçãos que poderiam usufruir. Não era intenção de Deus que vivêssemos em pobreza. Ele disse que éramos para reinar em vida como reis. quem jamais imaginaria um rei vivendo em estrita pobreza? A idéia de pobreza simplesmente não combina com reis." (HAGIN, p. 48 apud PIERAT, 1993, p. 59)
" Não ore mais por dinheiro [...] Exija tudo o que precisar." (HAGIN, p. 17 apud ROMEIRO, 1998, p. 43)
Agora compare com o que está publicado como comentário na Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira:
"Jesus veio destruir as obras do Diabo: 'Para isso o Filho do Homem se manifestou: para destruir as obras do Diabo' (1 Jo 3.8). O pecado, a enfermidade, a pobreza e a morte são jugos do Inimigo! Você não tem de ficar amarrado à pobreza! Jesus veio libertá-lo de todo jugo que o Inimigo queira impor sobre você!" (p. 278)
O que há em comum entre os textos citados? A resposta é clara: todos estão construídos sobre os fundamentos da Teologia da Prosperidade. A lógica desta teologia é simples: doença e pobreza são do diabo. Se o Cristão está doente ou vive em pobreza, encontra-se debaixo do jugo do inimigo, ou nem é crente de verdade.
"Alguém uma vez me disse: Mas, Deus não colocou os médicos no mundo? [...] eu respondi: É verdade. Ele é tão bom que pensou nos crentes incrédulos. (SOARES, 1987, p. 40 apud PIERATT, 1993, p. 57)
Seguindo esse raciocínio, segue abaixo uma lista ampliada de personagens bíblicos que viveram debaixo do jugo do Inimigo:
- Eliseu (2 Rs 13.14-21) Enfermidade
- João Batista (Mt 3.4) Pobreza
- Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8) Pobreza (imagina que nem ele escapou!!!!)
- Lázaro (Jo 11.1-5) Enfermidade
- Pedro e João (At 3.1-6) Pobreza
- Paulo (2 Co 6.10) Pobreza
- Epafrodito (Fp 2.27) Enfermidade
- Timóteo (1 Tm 5.23) Enfermidade
- Trófimo (2 Tm 4.20) Enfermidade
Certamente conhecemos na atualidade, homens e mulheres de Deus (como os citados acima), que se encontram enfermos ou vivem em situação de pobreza (alguns inclusive vivenciam as duas situações). Será que todos eles estão debaixo do jugo de Satanás. Embora o Inimigo possa promover enfermidades e pobreza, nem toda enfermidade e pobreza surgem da parte dele:
"Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados."
(Lm 3.39)
Se não fizermos exames de saúde periódicos ou não tivermos uma boa educação alimentar, e isto resultar numa enfermidade, a culpa é do Diabo? É claro que não, a culpa é nossa!
Se não administrarmos bem as finanças, não tratarmos com cuidado o orçamento doméstico, se fizermos um mau investimento, a culpa sempre será do Inimigo?
Volto a ressaltar que fatores sociais, econômicos, culturais e pessoais são a causa de muitos sofrimentos e privações na vida do cristão.
Entendo que é necessária uma ação urgente da parte dos pastores e líderes das igrejas, para que os teólogos, profetas, mestres e pregadores da "teologia da prosperidade" e da "vitória financeira", não enganem ou confundam nossos membros, congregados e até outros líderes com estas falsas idéias.
Vale lembrar, que a Teologia da Prosperidade é combatida e repudiada claramente em nossas publicações (CPAD), inclusive em lições bíblicas da ED.
No amor de Cristo e pela sã doutrina,
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